quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Terminar o dia e ter...

Mesmo depois de um dia difícil… mesmo depois de um treino intenso… mesmo apanhando uma molha em pleno suposto verão…
Chegar a casa e ter esta coisinha que eu ajudei a nascer a olhar para mim com um ar de “deixa lá mas é o computador e dá-me colo!” não posso deixar de dar comigo a pensar:
È ou não é um bálsamo para qualquer cansaço ou dor de cabeça?
Noite descansada a todos eu vou curtir este “urso de peluche”
Namasté

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Hoje

Hoje vou tirar a tarde para mim... vou literalmente armar-me em gaja e vou ao shopping (não que não passe muito tempo dentro de um).
Como a colecção aqui no meu cantinho está mesmo...mesmo a arrancar (aguardem as novidades) vou "passaretar" por um (algures pela zona de Oeiras) e ver como estão as lojas... as montras... a combinação das cores (sim porque isto é viver e aprender).
Assim junto o útil ao agradável e dou dois saltinhos aos meus vícios que não consigo abdicar.
As sobrancelhas e as unhas. Para mim algo que faz a diferença no look de uma mulher.
As sobrancelhas porque realçam o olhar de uma mulher (que é só das partes de mim que mais me agrada) e tornam quase o rosto sem necessidade de maquilhagem.Não que não recorra a esses truques cosméticos que recorro mas para mim o menos é mais e umas sobrancelhas bonitas e delineadas faz toda a diferença. Assim vou a Winx ter com a R. que sabe exactamente como gosto. Confesso que desde de que descobri este método não quero outra coisa. Se não experimentaram aconselho. É abismal a diferença e o melhor que fica em detrimento das outras técnicas como a cera (que não aconselho sobre risco de deformar a pálpebra) ou a pinça.
As unhas porque tornam as mãos bonitas e para quem trabalha atrás de um balcão faz toda a diferença,vou então por uma hora dedicar-me aos cuidados da I. (que está quase a ser mamã... não sei o que será de mim sem ela) sim porque aqui a menina faz unhas de gel no Nails4us dura pelo menos um mês sem ter de me preocupar com elas partidas ou lascadas.
São provavelmente os sítios mais caros para dar azo a estes vícios mas que para mim compensam não só pela qualidade do material como pelo profissionalismo que por lá encontro (mesmo sendo fiel a quem me põe as mãos em cima não posso deixar de o observar nas outras).
Agora confesso que vida de dondoca não é definitivamente para mim e não fossem estes intervalos mensais dificilmente iria nos meus momentos de folga ver as montras... mas como dias não são dias... vou lavar as vistas. Pode ser que encontre algum Especiem interessante.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Há coisas que não mudam...


Está escrito e comprovado na história, na que é politicamente correcta e na que foi escondida durante bastante tempo, que o Homem é um ser destrutivo… aliás a palavra conquistar algo deveria ter uma denotação qualquer no dicionário que a associa-se a – acto de destruir -.
Sempre assim foi e pelo que me dá a ideia, (ideia aliás que só me trás desilusão no que diz respeito à raça humana) sempre assim será.
A incapacidade que se tem de conquistar algo faz-me arrepios. Não estou para aqui armada em ingénua, como sempre em qualquer guerra de ocupação (não que a guerra seja algo que solucione seja o que for) a destruição está inerente. Património é destruído assim como vidas inocentes e conhecimentos que nunca mais será conquistado… mas e o depois? É necessário o depois?
O queimar…o destruir…o subjugar?
Desde dos tempos antigos que isso acontece… dou por mim a pensar que conhecimento perdeu a humanidade com a destruição da biblioteca de Alexandria ou com a conversão de tantos que sucedeu á Cristianização…
Não se evoluiu… não me sinto parte integrante de uma espécie desenvolvida e racional… sinto aliás vergonha muitas vezes daquilo que vejo e sinto na alma o peso daquilo que o Homem faz ao seu semelhante na vontade ávida de conquistar o poder.
Sim verdade que os ditadores têm de ser abolidos… não se põem aqui em questão isso mas a realidade mórbida disto é que enquanto a guerra for um mercado de muitos e exorbitantes proveitos nada será feito para a evitar.
Vende-se armamento às duas partes do conflito…incentiva-se a destruição…adultera-se a personalidade de crianças (feitas adultas a pressa sem saberem quem são ou o porque de verem o seu lar bombardeado por armas comandadas por cobardes) … para depois se dar fundos para construir o que poderia ter sido evitado antes.
Os conquistados viram conquistadores, criticando quem antes esteve e nada fazem para derivar do caminho que não concordam…
Estou triste sim… pelo que se passa no mundo.
Mas não só na Palestina onde milhares morreram pela lei de um… e continuam a morrer para se conquistar algo que deveria ser seu por direito. Onde a destruição é visto como algo que lhes é devido… para que? Com que propósito?
Mais que isso? Sinto-me de luto por ver que os países considerados de 1º mundo nada fazem para mudar a mentalidade das gerações que por aí vêm… que poderiam desde de já ver que nada se resolve pela força…
Existe um ditado que o meu avô costuma dizer que resume bem o que escrevi aqui hoje:
“Com faca matas… com faca morres!”
Não mudando a raiz quem garante que novos ditadores não se levantaram… mais que garante que os aliados de hoje não serão inimigos amanha?
Ciclo vicioso este que não acaba…
Não estará na altura de estendermos a mão e dizer basta?
O mundo está a mudar… a força da mente é uma certeza… é pena é que só nos lembremos de pedir quando já é tarde…
Continuamos as mesmas crianças que precisam de auxilio para saber andar e mantemos o lema de só nos lembrarmos de Santa Barbara quando troveja…
Não estará na altura de dar um novo fim a esta página negra da história?

domingo, 28 de agosto de 2011

sábado, 27 de agosto de 2011

Dei por mim a pensar no porque de se criarem as chamadas expectativas...





Sou uma sonhadora…uma idealista por natureza. Aliás não o admitir, seria estar a contradizer tudo o que tenho escrito até ao momento aqui nesta espécie de diário aberto a consulta.
Talvez pelo facto de ser filha única e muito provavelmente por ter estado emigrada tantos anos não só sou sonhadora como sou uma contadora de histórias (bastante boa por sinal, modéstia á parte). Comecei por o fazer para mim interiormente quando criava os meus cenários ideais para as brincadeiras (era capaz de fazer um filme com sequelas com as barbies) e posteriormente para os outros quando me pediam para o fazer em recreios grandes ou furos entre aulas… era na altura e continuo agora a ser extremamente imaginativa… talvez até um pouco de mais se querem que vos confesse… tanto que me isolo muitas das vezes nesse mundo só meu cuja janela abro algumas vezes a espectadores atentos.
E o facto de ser assim faz com que muitas (quase todas) as vezes que vou ver um filme após leitura do livro, saía de lá desiludida pois o mesmo nunca se estende às minhas expectativas nem aos cenários por mim criados quando o leio. Levando-me a optar por não o fazer quando o filme me desperta a atenção antes de o ver… assim quando leio fico sempre muito mais saciada com a história.
Mas no que diz respeito a expectativas, as mesmas, ficam-se na maioria das vezes por aqui… Não sou pessoa de as criar… nem quando vou a uma entrevista de trabalho… nem em “blind dates”, nem mesmo, e acontece neste mundo cibernético variadíssimas vezes, quando troco ideias com “desconhecidos/as" por detrás do ecrã.
Podendo vocês pensar que se trate de um cliché ou não, a realidade é que eu não ligo a aparências… nunca liguei. Sim eu sei e podem já acalmar a exclamação que por ventura vos terá passado pela mente, os olhos são os primeiros a comer e um embrulho apetecível é meio caminho andado… mas será?
Quantas vezes nos encantamos por alguém pela aparência e após 5 minutos de conversa ficamos desejosos de desandar dali para fora?
Quantas oportunidades perdemos de encontrar alguém com quem nos identificamos, ficaríamos horas a conversar… riríamos facilmente…ou mesmo ficaríamos comovidos e não o temos porque nos deixamos influenciar pela capa mas pobre…menos brilhante?
Eu por mim falo e digo desde de já que foram demasiadas vezes. Por isso não as crio e ponto o que vier virá… boas ou más surpresas, todas elas, etapas que nos permitem crescer como pessoa e nos impedem de dar com os c@rnos na parede.
Ir de mente aberta sem falsos dogmas nem secretos desejos faz com que na realidade aproveitemos muito melhor a dádiva que a outra (pessoa ou situação) nos pode dar e no fundo… mais ou menos profundo, só temos a ganhar.
A vida não é fácil eu sei isso bem demais é aliás um dos motivos porque fujo algumas vezes da realidade e me refugio no meu mundo idealizado, mas nós acabamos por a tornar tão mais difícil…
No fundo e isso é apenas aquilo que eu sinto, ao querermos que os outros (e novamente aqui tanto pode ser pessoas como situações) se tornem aquilo que queremos, que criamos nas nossas expectativas, estamos a dar liberdade que o façam connosco também criando assim uma relação de mentira… de falsas verdades… de partilhas duvidosas.
Por isso prefiro ser como sou… expectativas à parte… se não as crio não as criem em relação a mim!
No fim quando temos do nosso lado o mais real lado da vida saberemos sempre com o que e com quem contar… não é tão mais fácil?

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Estou...

Completamente viciada nesta série, verdade que é exagerada no sangue, nas orgias… mas a realidade é que não resisto a colar-me em frente ao ecrã para ver os dois episódios que dá na FOX… e vamos ser sinceras com um gladiador destes quem é que não vai limpando as vistas e suspirando?
Há e tem a cereja no cimo do bolo a antiga Xena (Lucy Lawless) adoro ver aquela mulher trabalhar quebra todas as convenções de actrizes magrinhas e perfeitas.

Sei...




 Sei que ainda me sinto eu quando no meio da tormenta que me assola várias vezes… da vontade que dá as vezes de atirar a toalha ao chão… me flora ao rosto um sorriso fácil quando divido momentos banalmente simples com quem gosto.
Hoje mesmo sendo um dia longo e duro… foi desses momentos.
Onde a cumplicidade antecede e sobrepõe tudo…
E não conta diferenças de idade… porque se por um lado ganhamos com a experiencia de quem já cá anda a mais tempo que nós por outro lado ganhamos também quando a partilhamos com quem veio depois de nós.
E o bom neste campo é que saímos sempre a ganhar.
E aperceber-me disso amiudadamente só faz com que mantenha os pés firmes no chão e a cabeça direccionada para onde quero.
Estar o dia com quem a vida já ensinou muito e que tem o carinho de dividir comigo ideias… teorias…sorrisos tão generosamente… iniciar a noite com quem a vida ainda tanto tem para ensinar e que nos olha não como a mais velha mas como a amiga que está lá para ensinar orientar mas mais que tudo isso para compartilhar momentos especialmente únicos como amigas e não como membros de gerações diferentes…
Chegar a casa e ser recebida com o sorriso de quem nunca nos desampara e a alegria canídea de quem nos conhece e aceita exactamente como somos…
É nessas alturas que me bate… mas bem forte a certeza que a vida é simplesmente preciosa demais para ser desperdiçada… e no fim disso tudo saber que as minhas ideias são lidas por vocês e são aceites… compreendidas… posso dizer que se não sou uma privilegiada… sou de certeza muito sortuda.
É saber aproveitar o momento de hoje pois nunca se sabe o que vêm amanha a não ser a certeza que seja o que vier tenho sempre estes momentos para me agarrar.
Pleasant dreams…don’t let the bugs bite you…. =)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Ser feliz e fazer os outros felizes será assim tão dificl?


Já uns dias para cá tem sido algo que me intriga, a verdade é que ultimamente as pessoas (pelo menos as com quem eu falo, acredito que exista muita gente a ver passarinhos azuis) se sentem desiludidas com o amor… ou melhor com o conceito que vive do amor.
E pelo que tenho lido pelo mundo blogueiro não sou só eu a detectar essa mudança de espírito que se tem sentido no ar.
Poderia dizer que ando cínica no que diz respeito a esse sentimento mas a verdade é que isso iria contra a minha forma de ver a vida e verdade seja dita eu sou muito fiel ao que penso… não o forço a ninguém mas também não permito que o façam comigo.
Hoje em conversa com um novo amigo deste mundo virtual, dei por mim a pensar que dificuldade é que existe em se ser feliz e fazer os outros felizes?
Serei assim tão inocente ao pensar que não é assim algo de outro mundo?
A dádiva da felicidade, ou pelo menos do que deveria ser felicidade, não pode estar exclusiva a uns e não a outros e não podemos estar constantemente felizes, isso é contra-natura já que o Homem por si só é um eterno insatisfeito que busca na efémera parte da vida a felicidade dos momentos únicos apenas conseguidos quando se entrega a alma, a algo ou a alguém.
Não posso no entanto deixar de constatar que cada dia que passa mais as pessoas dizem com facilidade a palavra odeio-te e cada vez menos a palavra amo-te e isso a mim deixa-me assustada.
E quando falo na palavra não a associo ao género ou ao tipo de amor mas na generalidade das coisas e das situações. E sim é verdade que Jesus Cristo só houve um e apenas ele deu a outra face mas não vêm que ao existir cada dia mais sentimentos como o ódio… a raiva… a inveja… mais atraímos para nós mesmos os sentimentos que damos.
Situações como culpar o outro por um comportamento nosso… usar o sentimento que nos dão com a alma aberta… ser incapaz de deixar o outro partir e ser feliz só porque não o é connosco… caluniar a quem já algum dia dissemos amar por vingança… para que isso? O que se ganha em atrair tamanha bagagem kârmica… o que deixamos depois aqui quando o invólucro partir? Que lembranças? Porque nós somos o que plantamos…
Pais que usam os filhos para se agredir mutuamente… que envolvem chantagem psicológica (com eu dou-te isto se fizeres aquilo… gostas mais de mim que te faço as vontades…) que tem a ganharem com a destruição do carácter de uma criança que até pouco tempo foi fruto do amor do casal?
A dádiva da felicidade para mim não é algo que tenha de ter um trabalho hercúleo para o conseguir… mas também não é algo que se consiga com um estalar de dedos… aliás quanto mais nos esforçamos para a conseguir mais ela escorre por entre os dedos como se fosse a fina areia da praia.
E o que mais assusta é saber que tanta pouca gente se capacita que antes de ser capaz de fazer alguém feliz tem de saber o que realmente a faz feliz a ela… manter-se fiel a sua personalidade… não mudar de gostos porque o X gosta da carne em sangue ou o Y de carne esturricada… vivemos numa época onde o medo de ficar só é tão grande que não nos apercebemos que a maior solidão é mesmo estar no meio de uma multidão e não sabermos quem somos… nem o que somos.
A capacidade de dar porque sim perdeu-se… esfumou-se! Frases como: “Não precisas retribuir… “perderam-se e tornaram-se cliché básicos e tristes…
Ficar feliz porque o outro está… sentir na alma a verdadeira felicidade de ver quem amamos bem mesmo que não do nosso lado está de tal maneira em vias de extinção que deveria ser protegido como uma espécie ameaçada…
Triste saber que a principal capacidade que torna o Humano mais evoluído e diferente do animal que é o facto de raciocinar, e no fim a sua incapacidade de sentir sem estar sempre a espera do retorno, a racionalizar o que pode ganhar, o torna tão mais inferior a quem chamam irracional… porque esses sim amam com paixão a vida… a si mesmo e a sua espécie.
Ando confesso, desiludida com a incapacidade que vejo nas pessoas de serem mais honestas… desprovida talvez momentaneamente da minha capacidade de ver algo de bom mesmo quando a volta tudo mostra o contrário… mas isso não faz de mim seca ao ponto de ficar feliz com a infelicidade dos outros…posso até não querer saber se são felizes ou não e em alguns casos achar que só têm o que merecem, mas rejo-me desde de que me conheço como gente com o seguinte lema:
“Desejo aos outros o triplo do que me desejam a mim!”
Simples não é?
Então porque raio é que é tão difícil ser feliz e fazer os outros felizes?