sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Hasta

Se este ano não tem sido fácil, o Setembro bateu recordes.
Dasse por mais que tente parece que são umas atrás das outras.
Por isso hoje é o teu último dia certo? Só tenho a dizer ADEUS... SOME e deixa vir o Outubro e com ele um pouco de paz para o meu espírito!
Que eu mereço e venha lá o primeiro dizer que não! 

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Confesso que me faz confusão


Pode ser que isto seja apenas defeito meu…um qualquer defeito de fabrico que me faça ver as coisas de uma forma demasiado fria, para um assunto demasiado quente.
Ou talvez eu nunca tenha amado como deve de ser segundo a magnitude da palavra… ou então o sentimento nada tenha de tão embelezador quanto a palavra lhe dê…
Sinceramente não sei.
Sei que já sofri por alguém, a magnitude desse sofrimento do meu… do vosso, não pode nem deve ser quantificado como uma qualquer fórmula matemática que dá um resultado certo e limpo.
A beleza dos sentimentos é mesmo essa… é unicamente de quem o sente e expresso apenas na forma própria de quem o tem.
Sou e sei que o sou uma mulher diferente do habitual, e interpretem isso da forma como quiserem, eu digo-o com a frieza e a simplicidade que me caracteriza, mas também eu nunca tive problemas em sofrer… em contrapartida talvez tenha problemas em me entregar, não deixa no entanto de me fazer confusão quando um sofrimento normal, característico do fim de um ciclo que apenas acaba de um lado passa a ser um sofrimento louco e destrutivo.
Não podemos arrancar do nosso peito e da nossa alma o sentimento que sentimos por alguém, ou a saudade que a sua ausência nos faz sentir… já passei por isso, por aquelas alturas onde a visão de uma forma de andar… o cheiro do perfume que usa ou da música que ouvíamos numa tarde de chuva no deixa momentaneamente desorientados e sem fôlego porque nos sentimos de repente isoladas do mundo e a braços com a tristeza que o fim nos trás… mas a verdade é que depois desses primeiros momentos as mesmas situações que nos deixavam alienígenas do nosso sentir nos deixa com um sorriso no rosto porque as lembranças são boas e porque nos deixam melancolicamente saudosistas.
È nessa altura que a “cura” começa, quando começamos a ver o bom do que demos de nós e não o sentimos como um tempo mal empregue…
Está certo que temos os que não conseguem ultrapassar as coisas e que o seu processo de cura é a raiva ou o ódio mas mesmo esse sentimento consegue ser de certa forma melhor entendido por mim, porque por mais corrosivo que seja faz-nos continuar… seguir em frente e ser feliz á sua maneira.
Agora quando começo a ver pessoas que perdem a vontade de viver, que se vão anulando suavemente por causa de alguém olho e não entendo o motivo… ninguém é suficientemente importante para nos destruir a identidade… ninguém tem suficiente importância para nos auto-destruímos…
E a impotência que sentimos em nada puder fazer mais confusa me deixa, mesmo sabendo pela experiencia que tenho que ninguém é ajudado se não quer não posso deixar de assistir incrédula a esse processo que muitas vezes quando se começa o processo de cura já está tão avançado que o individuo que dele sai pouco se parece com aquele que conhecíamos.
Valerá a pena?
Eu penso que sim…amar sem pensar que vai acabar ou se valerá a pena ou não.
Mudarei a minha forma de ser?
Não sei, mas ao fim de 33 anos acho que já pouca coisa muda deste lado… mas também eu nunca fui dependente de ninguém para nada… faço as coisas que faria em conjunto sozinha se isso me der prazer…
Irei algum dia entender?
Não! E aí assumo com a certeza cínica que também me caracteriza que não! E pior que isso? Dificilmente aceitar alguém que sabe que está a entrar num buraco e pouco faz para se ajudar… nem busca ajuda que sabe vai encontrar.

Como diz Anthony Trollope:
“Aqueles que têm coragem para amar deveriam ter coragem para sofrer!”
Pensem nisso.
Namasté

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Calha a todos... pensavas que não?

Ela parou… admirando-se por se sentir cansada e ligeiramente transpirada. Surpreendida olhou para o horizonte e detectou a ligeira mudança de luz que nos anuncia a saída da madrugada e a entrada da alvorada, distraída olhou para os pés, os sapatos de salto que tinha colocado tinham sido largados no inicio da subida da serra de Sintra, para aí há… quanto tempo mesmo?
Olhou para o relógio e riu-se, não admira que se sentisse cansada estava a andar na serra há 4 horas já!
Quem diria que a noite perfeita se iria transformar num pesadelo que nem ela sabia que teria susceptibilidade a ter…
Suspirou sentando-se numa árvore caída na beira do precipício pensando onde raio estaria, sentindo a convicção que não tinha o mínimo interesse em saber… não era uma criatura da noite mas hoje abraçava-a com vontade.
Fechou os olhos lembrando-se da cena do início da noite a chegada do seu príncipe encantado… sempre tão bem apossado (como gostava de dizer a sua avó), tão cavalheiro nos seus modos finos… a sua cara fechada a que já ela se tinha habituado… nada a tinha preparado para levar com a frase tipo, tantas vezes já dita… milhentas vezes ouvida por tantos no mundo.
“Preciso de dar um tempo. Não és tu sabes sou eu! Estou a sentir-me pressionado e preciso de pensar!”
 Consiga sentir ali, o murro no estômago que lhe tirou o ar na altura.
“Não podes estar a usar essa frase cliché comigo… vá lá! Comigo? Diz as coisas como realmente são. Não sou uma idiota que vai fazer um escândalo ou pedir-te para ficar!”
“Não têm motivo nenhum mais que aquilo que te disse!”
Nunca pensou sentir-se tão pequena… ela a imperturbável… o bloco de gelo como lhe chamavam na faculdade perdeu naquela altura o chão dos pés.
Valeu-lhe anos de controlo facial, obrigação na sua vida laboral para não se desmanchar naquele instante…
Voltou ao presente com um arrepio… a noite não estava fria mas depois de 4 horas de exercício forçado sentia agora o corpo arrefecer gradualmente.
Olhou em redor sentindo-se vazia… inútil… dolorosamente só.
Mas manteve a sua dignidade pensou cinicamente… tal qual uma qualquer heroína de Hollywood dos filmes da década de cinquenta.
Teria ganho o Óscar… nem um brilho de tristeza no olhar quando baixou os olhos de pestanas longas para o cálice de vinho fresco que tinha acabado de ser servido… observou as mãos… o cérebro a mil… levantou-se e na sua voz rouca pausada disse:
“Tens todo o tempo do mundo para pensar no que quiseres e podes começar já agora no jantar!”
“Vais deixar-me a comer sozinho - soluçou ele – sabes que detesto fazer isso!”
Sorriu para ele, naquele sorriso que sabia destruir qualquer oponente numa reunião de negócios…
“Não querias tempo? Aqui o tens!”
E saiu na sua altivez que a tão bem caracteriza mas tão pouco diz de si… e andou até chegar ao cimo de onde se encontrava agora.
Sentindo-se metade de si mesma e odiando-se por isso…
Podia até ouvir a voz da sua mãe que tantas vezes lhe dizia: “Não cuspas para o ar que qualquer dia cai-te na cara!”
-Na mouche mãe… mesmo no meio da testa – Sussurrou para ninguém ouvir.
Nunca imaginou que um dia cairia nessa mesma roda dos sofredores por amor… até já as conseguia ouvir grasnando os conselhos que tantas vezes também ela recitou:
- Ele não vale a pena…não te merece… segue a tua vida e vais ver que o certo está mesmo ali na esquina há tua espera.
Pois deve! Estar ele e a cavalaria toda atrás… a fazer filinha para levarem um pontapé no cú que é o que me apetece no momento…
De repente deu por si a pensar:
“-Gostava de conseguir chorar… morreu um amor não foi? Finito… certo? Então porque não o consigo chorar?!”
E no instante em que pensava isso o sol rompeu pela serra dando os bons dias ao mundo mais uma vez… e ela perdeu-se na beleza do inicio do dia longe do mundo e tal qual como as primeiras gotas de orvalho eram absorvidas pelo seu calor também a sua vontade de se entregar ao desespero desapareceu do seu peito…
Suspirou levantando-se do tronco sentindo os músculos doridos de uma noite de sono perdida e desceu da serra pensando como raio iria apanhar um táxi para casa descalça quando lhe saiu um palavrão da boca depois de ter acertado numa pedra que não tinha sido rápida o suficiente para evitar… e quando baixava os olhos para ver a sua agressora deu de caras com os sapatos que tinha abandonado no inicio da sua reclusão…
E enquanto se apoiava numa árvore e limpava os pés antes de o calçar deu de por si a pensar:
Pelo menos levaste um pontapé no rabo á pouco mas vais arranjadinha para casa!
E levantando a cabeça suspirou uma ultima vez e seguiu caminho pensando já na carrada de relatórios que teria a sua espera no escritório naquela manhã. 
Nota:
Eis o meu regresso aos contos... espero que gostem!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

As boas ideias que poucos usam mas que tanta diferença faria

 
Infelizmente vivemos numa época onde se ser velho é ser vergonhoso… esqueceu-se os que já viveram a quem as rugas invadiram… a quem as dores se instalaram e os músculos se atrofiaram.
Infelizmente esqueceu-se os conhecimentos que adquiriram em tantos anos passados a viver aquilo que nem em livros… nem em anos se vai aprender porque o passado não volta e mesmo que se vivam circunstancias parecidas em nada se igualará ao que já foi.
O mundo passa, as coisas mudam e tudo se transforma e cada dia mais vejo o que foram verdades inquestionáveis ontem a ser mentiras rebatidas hoje.
Quem devia ser respeitado, amado e mimado é humilhado e colocado a um canto como se de um trapo velho se trata-se… balelas! Tanto se aprende com quem apenas quer 5 minutos de atenção para dividir aquilo que melhor tem para dar. Conhecimento!
Sempre adorei passar os meus tempos livres entre eles… ouvindo… absorvendo conhecimentos antigos que me enchem e me tornam não só melhor mulher… mas mais humana.
As lendas que já ninguém se lembra e que os livros vão deturpando, as mezinhas que já poucos sabem e que os livros antigos registam mas que de tão embrenhados nas curas milagrosas da ciência são considerados obtusos e fraudulentos.
Nada me pode deixar mais feliz que passar horas a ouvir os velhos da minha família que ainda me restam a contar histórias que já ouvi 500 vezes mas que devoro como se fosse a primeira… ir passear pelos campos com o meu avô enquanto o ouço dizer em sussurro:
“- Olha neta a erva-cavalinho é bom para o estômago… a barba de milho para os rins… aquela é rosmaninho cheira tão bem… vem cá que ali existem framboesas e é um óptimo anti-oxidante. E para o teu cabelo brilhar o avô vai arranjar sabão de alcatrão!” E eu orgulhosa decoro tudo o que me diz enquanto lhe afago a cara e gravo na memória cada sorriso ou cada piscar de olho, depois de um disparate que dizemos e que nos faz rir como duas crianças livres independente da idade ou do papel que desempenhamos na família.
Esquecemos o que é respeitar quem merece… o simples facto de dizer bom dia por quem passamos cria estranheza a quem o recebe.
Como se pode estranhar que ninguém deixe passar a frente um velho que esta com os ossos cansados de esperar na fila ou mesmo de lhe facultar o lugar num transporte público quando os vimos em dificuldade para se manterem em pé no balanço violento do para arranca.
Ontem vi uma reportagem sobre algo que me deixou um sorriso nos lábios, o Projecto Aconchego que está em força no Porto que consiste em os estudantes se hospedarem em casa de pessoas idosas sozinhas, fazendo-lhes companhia para que não se sintam tão desamparados nem tão abandonados.
Pagam uma quantia irrisória de 25€ e têm casa e alguém que por tão pouco tanto tem para lhes ensinar… e para além de estarem amparados os próprios pais ficam mais tranquilos pois sabem onde os filhos estão e sabem que estão acolhidos numa casa onde se podem concentrar nos estudos.
Têm de cumprir a simples regra de estar em casa durante a semana das 00 horas as 07 horas será assim tão difícil? Segundo aquilo que ouvi na reportagem nem por isso e parece-me ser um projecto vencedor… claro que existe duplas que não se entendem mas na maioria pareceu-me apenas fazer bem aos dois.
Com tantas ideias que apenas levam ao insucesso e a dores de cabeça não era bom pegarem nesta e estenderem a todo o país?
A solidão mata… muitos idosos morrem por causa dela… muitos jovens se perdem por causa dela… divide-se conhecimentos, ideias… melhor que isso? Dividem-se sorrisos mas daqueles que fazem sorrir até quem os vê.
Só espero que se mantenha este projecto pois infelizmente neste país as coisas boas e proveitosas têm a tendência a acabar e a ser substituídas pela mediocridade.
Que cresça e se espalhe por todo o país e que espalhe sorrisos pelos rostos de pele lisa e pela enrugada. E que se veja mais vezes as mãos estendidas entre o novo e o velho porque um não vive sem o outro e certas coisas não deveriam morrer.
Fala-se tanto em tradição, pena que apenas se defendam as erradas.
Já agora imagino que alguns de vós que me lêem possam achar de mau tom eu chamar velhos ás pessoas mais idosas… não o sintam porque quando chamo velho a alguém por quem a idade já passou durante muito tempo faço-o com carinho e com muito respeito… e com muito mais amor do que muitos que ouço chamar idosos mas cujo tratamento que lhes facultam tem muito pouco de generoso.
Namasté

domingo, 25 de setembro de 2011

O décimo segundo

Este foi-me oferecido por uma amante dos animais como eu a Ana Domingues é suposto oferecer a 5 blogues mas eu não consigo escolher apenas cinco.
Por isso ofereço a todos os que por aqui passam.
Bom domingo

sábado, 24 de setembro de 2011

Vamos dar...


As boas vindas ao Outono?
É que está mesmo a apetecer-me aquele fresquinho que antecede o Inverno

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ainda sobre indecisões

Esbarrei com este cartoon na Google e achei fabuloso... Mais que ter indecisões e não saber ao certo o que se quer... está ou não está delicioso.
(Há que adorar este gato)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A indefinição da indecisão


Em tempos de agora a vida é vivida de uma forma rápida… quase automática onde temos de tomar decisões precisas e rápidas nos mais diversos aspectos.
É difícil conseguir parar e cheirar as flores, aliás não é por menos que a doença do século seja a depressão que muitas vezes nada mais é que uma consequência de não se conseguir parar por um tempo e absorver aquilo que nos está a acontecer em diferentes vertentes.
E embora eu seja alguém ponderado, que observa mais do que fala… que analisa antes de agir se existe coisa que me faz aflição são as indecisões.
Os ses… ou em vez de… fazem-me alergia até a alma (e olhem que ter de coçar a alma é uma carga de trabalhos)
Mais confusão me faz, eu que muitas vezes fico de fora a assistir as indecisões alheias, é saber o que vão perder e nada fazerem para o evitar.
Ao longo dos meus 33 anos de vida (ai estou velha) perdi demasiada coisa pelas indecisões que o facto de ser tímida me travaram de agir… sim eu sou tão tímida que dói… daquelas de ficar vermelha e tudo (bonita visão) … e custa-me ver as pessoas hoje em dia ainda com esses sentimentos… esses medos absurdos do que pode acontecer ou do que pode surgir.
O ser humano é por norma um ser dramático e pessimista… eu assumo essa sensação ao contrário… ora se o não está garantido e o sofrimento a espera numa prateleira a ser usado porque não arriscar… o pior já estamos á espera… se vier o melhor não é de todo tão mais aproveitado?
E mais do que aquelas indecisões das Barbies e Kens que infelizmente me acompanham no meu dia-a-dia que se cingem a:
“-Ponho a franja para a esquerda ou para a direita… como o pepino ou almoço ou a curgete… levo a sombra azul meia-noite ou azul madrugada… as riscas verticais fazem-me mais ou menos gorda que as horizontais!” e isto não é exagero nenhum (pronto talvez um bocadinho mas muito pequenino) as que me magoam a alma são aquelas que decidem de facto a nossa felicidade.
Esta passagem é tão curta, mesmo que se volte cá outra vez, que deveria ser aproveitada ao máximo…
Ver as pessoas infelizes no trabalho que não gostam… sozinhas porque não estão com quem amam… macambúzias porque tem medo do que as suas decisões iram repercutir no amanha faz-me sentir desesperada e muito preocupada com o dia de amanhã.
E se formos a ver muitas das nossas indecisões influenciam a vida de quem nos rodeia…
E ainda a pouco falava com uma amiga que mais que amiga é irmã de coração sobre essas indecisões e quando elas entram no campo das relações… vivemos com a indecisão do que fazer quando ela acaba para ultrapassar o sofrimento e a magoa que ela deixa… desejosas de que algo mude e faça com que a pessoa que gostamos entre de novo na nossa vida… e quando isso acontece… com a indecisão se deveremos ou não aceitar com medo de sofrer de novo… de nos olharmos ao espelho e chamarmo-nos estúpidas a nós mesmas por mais uma hipótese… e não vive-la não fará de nós verdadeiramente parvas de termos deixado passar momentos de felicidade na nossa vida?
Indecisões e decisões… caminhos a tomar… sofrimentos a evitar… viver a vida com medos e receios… viver a vida pela metade. E depois chegar ao fim olhar para trás e chegar a conclusão que o que aconteceu foi que não vivemos… saltitamos entre dias bons e dias maus… mas não os aproveitamos na realidade.
Nada está certo a 100%... de garantido temos zero então porque viver a vida enterrados nos ses?
Porque não apostar em nós… no que nos faz feliz… se der errado não vale a pena chorar porque erramos…devemos sorrir porque aprendemos… evoluímos…crescemos!
No fundo?
Vivemos…
"Toda decisão que você toma - toda decisão - não é uma decisão sobre o que você faz. É uma decisão sobre Quem Você É. Quando você vê isso, quando você entende isso, tudo muda. Você começa a ver a vida de um modo novo. Todos eventos, ocorrências, e situações se transformam em oportunidades para fazer o que você veio fazer aqui."
 (Neale Donald Walsch)
Namasté

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Está tudo louco ou sou eu que ando alucinada?


Que o meio mundo anda louco e o outro meio anda a ser deixado louco toda a gente penso eu já sabe… se não o sabe então no meio da loucura generalizada já o adivinhou.
Costumava a minha Bisa dizer que a culpa de isto estar como está é do homem ir à lua, mulher abençoada aquela, como uma inteligência acima do normal e se por um lado essa afirmação a possa associar a alguém aluado, por outra o facto de ela dizer que haveria num futuro próximo as maquinas fazerem o trabalho pelo homem e que para vermos o fim das casas haveríamos de levantar a cabeça até doer e mesmo assim não o ver, numa época onde as casas mais altas eram moradias de dois andares tem o que se lhe diga.
E verdade seja dita as coisas evoluíram de facto… as máquinas vieram substituir o homem, os prédios foram crescendo numa sinfonia de caixotes em cima uns dos outros que nos permite ouvir tudo na casa do vizinho até mesmo aquilo que preferíamos não saber.
E pensando nós (pronto está bem eu) que isso equivaleria á evolução da inteligência do mesmo vemo-nos a braços com cada dia mais burrice e estupidez generalizada escondida no meio de nomes bonitos como a liberdade de imprensa.
E é sobre isso que me apetece falar hoje, sobre a imprensa de merda que temos nos nossos noticiários e programas informativos hoje em dia que nada mais é que uma cambada de lixo televisivo que invade as mentes já por si limitadas de quem os assiste.
Está certo que é preciso haver informação, que é necessário que se deite cá para fora informações úteis e precisas do que se passa para que ninguém seja apanhado de surpresa sem saber ao certo de onde surgem certas e determinadas medidas, mas o problema foi quando se começou a confundir liberdade com falta de vergonha na cara.
Hoje em dia e isto para meia dúzia dos que ainda se mantém atentos ao mundo que os rodeia já deve ter reparado que os programas informativos nada são mais que uma cambada de aves agoirentas e velhas carpideiras que a única coisa que lhes interessa é causar o pânico e o desespero a quem ainda perde tempo para os ouvir.
O que é preciso não é bem informar quem está do lado de lá a ouvir feito idiota e a papar como certo tudo o que lhes sai do teleponto não! O que é preciso é dramatizar e aterrorizar o máximo possível as notícias já por si assustadoras, sem serem dadas como um qualquer filme de Hollywood de 5ª categoria.
E isso quando não inventam notícias pelo meio como o aumento em 30% da electricidade que nunca ninguém falou, mas que agora como já todo o idiota o toma como certo provavelmente vai ser tomada em consideração.
E no meio de uma hora de lixo noticioso dado pelas carpideiras do destino, temos ainda reportagens de desgraças… histórias do desgraçadinho… a vida amorosa do CR ou mesmo o lavar da roupa suja da sua família… ou dos príncipes da Tasmânia tudo conta para iludir o “tapado” que se agarra como um sedento no deserto ao ecrã como se ele o pudesse elucidar de algo.
E se por uma qualquer ironia do destino, temos explicadores de supostos economistas, entendedores da quantidade de papel para limpar o cú necessário numa família de 5 pessoas, ou entrevistas a ministros ou governo ou políticos o que interessa não é ouvir soluções mas aumentar a catástrofe que não tendo sido anunciada já tem hora marcada.
Poupem-me a sério… Toda a merda de um problema tem uma bosta de uma solução o que se passa é que não interessa arranjar… nem apontar o dedo… pois mesmo não sendo os jornalistas da RTP (braço do governo) a ditar a entrevista qualquer um dos outros canais se põe a jeito de tentar aumentar audiência á base de calúnias, mentiras e desgraça.
Que se ainda fossem verdade eu ainda entenderia, mas como podemos ver no caso da Madeira, nem troikas…nem vistorias…nem economistas graduados a conseguiram ver. E agora?
Discute-se o aumento do consumo de vaselina ou o sexo dos anjos mas não se expõe ao idiota que está a pagar a crise quais as medidas a tomar.
Fala-se em multas (que podem ser contestadas indefinidamente no tribunal), em mandar o tipo para a prisão (o que equivaleria a mais obras públicas de melhoramento e aumento das prisões pois se por um lado eles têm direito a tratamento especial, mesmo sendo gatuno da mais baixa categoria, por outro não existe espaço para os enfiar lá todos os que foram governo desde do 25 Abril) …
E pergunto-me eu isto é a informação ao telespectador? Com palavras de fácil entendimento? Onde muitas das vezes nem a pessoa que está a dar sabe o que está a dizer?
Escolhem esta gente pela aparência e esqueceram-se da inteligência… do brio… do que os fez seguir a carreira…
Por isso o melhor? É fazer como eu faço… para ver desgraça ligo para a FOX Crime (vejo o CSI ou os Cops) …para ver terror (está agora o AXN Black existe disso com fartura) … para descobrir a vida amorosa dos macacos (AKA CR e sua família) nada como ver o Discovery Chanel… e no meio disto quando precisar de ouvir a verdade de alguém… olha ligo o canal Zen medito e ouço o meu eu interior… se me enganar a mim mesma? Olha problema meu!
Pelo menos não vejo aqueles corvos de fatinho e pó de arroz no nariz a dizer mais disparates por metro quadrado que os piropos dos homens das obras.
Arre!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Dos melhores que já vi

Com modelos destes quem precisa de moços musculados e meios despidos?
Está maravilhoso é dos melhores que já vi =)
Desfrutem

O décimo primeiro

Este tem um gosto especial... não porque tem um formato bombom e eu adoro bombons principalmente de fruta mas porque me foi oferecido pelo M.J. que é uma pessoa especial que mesmo sem conhecer fisicamente aprendi a gostar e a respeitar.
Vale a pena ler os seus textos... são uma lição de vida... de bem viver e do que é tão fácil ser feliz com os pequenos prazeres que a vida nos dá.
A quem o quiser pode levar... a vida é mesmo isto um sonho que pode ser bailado numa suave valsa.
Namasté

sábado, 17 de setembro de 2011

E parecendo que não uma semana já passou





E lá nos inspiramos... suspiramos...respiramos....e agarramos ás moças de serviço à montra.
Eis o resultado. Aprovado?

Nada como

Meditar com a doce luz de uma ou mais velas acesas....acompanhada

Do doce aroma de um incenso...para me deixar mole e pronta para uma noite repousada depois de um dia dificil.

Ainda volto hoje (já estamos na madrugada de sábado) com novidades do sonho é que parecendo que não já passou uma semana e a montra está mesmo a pedir para ser mudada =)
Bons sonhos...
Namasté

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

E hoje a cegada continuou

Pois é amigos hoje lá fui eu ter a uma loja de nossa amiga EDP, eu cá sou assim… nada como fazer como a depilação dói menos quando é feito de repente e arrancada de forma rápida…
Por isso e como na minha região de Oeiras estacionar o carro é como encontrar um trevo de 4 folhas, meti o meu pai a tiracolo e lá fui eu recitando mentalmente o mantra:
“Não te enerves que tudo é mais fácil cara a cara!”
Esta bem abelha, fui atendida por uma gaiata da forma mais arrogante possível … a miúda só faltou chamar-me santa… e olhem que eu sou um pouco assustadora quando me passa um véu pelas vistas…
Resultado?
Passei-me novamente da cabeça e desta vez com a criatura a minha frente… agora imaginem se ontem já tinha deitado lume pelos olhos hoje parecia uma chaleira a apitar.
Sejamos honesto, o trabalho de atendimento é difícil… muito… e apanhamos de tudo mas temos de saber contornar a situação e saber falar com educação e respeito… e se existe algo que eu não tolero é atitudes do género:
“Eu é que te faço o favor… tu aqui pagas e não bufas!”
No final da discussão lá tive que me chegar a ela bem perto do ouvido e dizer-lhe:
-Ouça criatura de Deus chame alguém que me esclareça isto que eu consigo não me entendo e a continuar com essa atitude as coisas azedam!
Remédio santo lá me passou a outra criança (sim porque estes sítios têm crianças a trabalhar que pouco ou nada sabem a não ser recitar a retórica que aprenderam) que teve a inteligência de se ir esclarecer com o supervisor que no meio da barafunda não pôs os pés fora do gabinete e me explicou exactamente como eram as coisas.
Meia hora depois lá sai eu da loja com o assunto esclarecido e com um escaldão na cara que até metia medo (o que é uma coisa linda de se ver numa mulher meio ruiva) com o meu pai ao meu lado a dizer com ar de gozo:
-Estava a ver que hoje a EDP ainda fundia…
O bom é que se comecei a manha a passar-me da marmita, terminei a tarde a doer-me a barriga de tanto me rir…
É bom saber que ainda existem pessoas que levam a vida com um sorriso na cara por mais difícil que ela seja… eu tentei ser assim esta manha.
E querem saber? O sorriso estava lá mas tão assassino que até assustava…
Estou mesmo a precisar de me isolar do mundo por 5 minutos… ou as coisas ainda dão para o torto.
Namasté