segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Tenho uma dúvida que me assola

Alguém me explica para que raio quer o Isaltino 400 mil euros em luvas? É que ouvi hoje no telejornal que ele terá recebido isso como suborno e não entendo porque será que ele optou pelas luvas se as meias lhe dariam muito mais jeito.
Alguém me explica? Agradecida =P

E neste dia de samhain...

Ora e cá estamos mais uma vez no dia de Samhain... sobre este assunto já escrevi AQUI faz hoje um ano... sim porque aqui o meu cantinho já fez... quem diria um ano a passar uns meses... por isso hoje deixei sair cá para fora a minha costela de bruxa e vou deixar-vos uma simpatia... simples que podemos fazer e que poderá porque não ajudar.
Pelo menos nesta noite que muitas velas sejam acesas e que a energia fluía sem maldade ou inveja.
Então cá vai:
Peguem numa vela que tenham em casa, de qualquer cor ou tamanho mas que ainda não tenha sido usada. Isolem-se para um sitio sossegado em casa e concentrem-se no vosso desejo.
Atenção sejam simples e directos, sem muitos blá blá... quanto mais directos mais fácil de serem ouvidos.
Palavras simples tipo... amor...dinheiro...saúde.
Escrevam com uma faca a volta da vela o vosso pedido também de forma o mais directa possível tipo: "Positiva no exame x" e claro que ao escrever vêm as coisas a acontecer mentalizando com muita fé.
Depois é só acender a vela num sitio calmo e deixar arder até ao final...
Se funciona ou não? Não sei... mas num tempo de desespero como este não custa dar um pouco da nossa energia aos nossos desejos certo?
Sorte... e muita mas mesmo muita felicidade.
Namasté

sábado, 29 de outubro de 2011

A Viagem (3ª parte)

Vejamos o que a imaginação me reserva, decidi hoje dar-lhe asas e ver como evolui a história que comecei sem ter na ideia continuar. Espero que continue a agradar quem segue a história de Dierna e Gawen.


Os dias que se seguiram aquela noite de loucura, tornaram-se enevoados para Dierna, como se a separação que se seguiu entre ela e Gawen lhe tivesse arrancado um bocado do peito.
Nessa noite quando chegou não contou a ninguém o que se tinha passado, mas isso era algo que já estava habituada a fazer pelo que engoliu o sofrimento e manteve o sorriso limitado aos lábios.
Acordava cedo de manhã, porque já não aguentava ficar na cama, o mais suave roçar dos lençóis lembra-lhe o toque de Gawen e se por um lado a sensação de calor aumentava… o desespero também, por isso começou a optar por sair cedo pela manhã e forçar o corpo a caminhada, pensava ela que isso a iria ajudar a dormir á noite, sabia o seu coração que era apenas a tentativa idiota de tentar rever Gawen mesmo que á distância. Desde da fatídica noite, fazia já 5 dias que não se viam.
- Também o que querias idiota? – Pensou Dierna – Tens sorte se ele alguma vez olhar para ti de novo.
Aquela noite atormentava Dierna de duas maneiras totalmente antagónicas, por um lado a vontade de estar e sentir novamente Gawen quase que se tornava dolorosa, por outro o sentimento de angustia… de fugir dele era quase uma necessidade.
Tentou de tudo para tentar clarificar o que se tinha passado, primeiro de uma forma racional e fria… depois através de meditação… em seguida escrevendo o que sentia… até voltou lá mesmo tendo custado horrores ver do novo o sítio onde não só tinha entregado o corpo… mas a alma e nada fazia sentido.
- Ai Dierna Maria dos Santos Porcaria, admite que estás a ficar louca e o melhor e internaste. – Sorrindo levantou-se e começou a dirigir-se a pensão.
Assim que entrou chegou-lhe aos ouvidos a voz rouca e pausada do Gawen, o seu coração quase saltou do peito enquanto se precipitava para dentro… recapitulando tudo na sua cabeça que lhe queria dizer e tinha ensaiado nos dias que ficou sem o ver. E assim que entrou na sala, o choque fez com que ficasse muda.
Sentado na poltrona como se estivesse em casa estava o Octávio… o seu quase ex… quase esquecido namorado… de pé com as mãos na cintura Gawen com um olhar capaz de assustar o mais feroz dos animais selvagem e no sofá com ar divertido cunhado e irmã… Se não fosse a emoção do momento, quase que poderia ter sentido o cómico da situação… Dierna parou na entrada a ouvir a conversa:
- Sim é o que lhes digo, se não vier buscar aquela menina por um braço ela não faz aquilo que eu lhe digo – Dizia Octávio com a sua voz nasalada – aliás há duas semanas que já a tinha mandado regressar a casa, mas não sei o que lhe deu… alguma crise de idade e não obedeceu.
- Não lhe parece Sr. Octávio que a Dierna já é grandinha para saber tomar as suas decisões? Ela é muito feliz aqui e não tem o porque de aqui sair.
O tom de voz de Gawen era preocupante… porque será que o idiota do Octávio não sentia isso?
- Mas que bem! Estou a ver que estão a decidir a minha vida por mim… e o que decidem mestres e senhores posso saber? – A irritação tinha-a deixado em ponto de ebulição mas quem pensavam aquelas abéculas que eram?
- O que decidem não! Decido eu que sou teu noivo! E é que vens comigo. Já pedi aqui aos senhores para fecharem as tuas contas. – Diz Octávio
- Noivo?! Esqueceste-te de me facultar essa informação sobre a tua vida? – Gawen quase que deitava fogo pelos olhos a olhar para Dierna.
- Parou! Chega os dois. Querem o quê dar comigo em louca? Mas era o que me faltava… Antes de mais vou pedir desculpa aos donos da casa. Marta por favor ignora o pedido de fecho de contas. Aliás se possível queria prolongar a minha estada aqui na pensão. E tu Gawen podes apagar do rosto esse sorriso convencido que eu fico por mim, ponto final parágrafo.
Agora se não se importam quero dar uma palavrinha em privado com o Octávio.
O olhar que se trocaram Dierna e Gawen foi doloroso… e algo deveria ser dito para as coisas não ficarem assim azedas entre os dois mas a irritação estava patente e o momento passou-se com o fecho da porta atrás de si.
- Amor, então porque isso? Não sabes que preciso de ti? Com quem vou falar dos meus problemas a noite quando saio do escritório?
- Amor o raio que te parta Octávio, qual foi a parte da mensagem que não percebeste? Não sou a tua ama seca… queres alguém que te ouça? Pede a tua secretaria se a comes também podes desabafar os teus problemas.
- A minha… isso é bom dito por alguém que se veio meter debaixo do primeiro pacóvio que encontrou.
- O Gawen é melhor que tu numa unha do dedo mindinho. E o que foi? Pensavas que não sabia? Que foi um rasgo de loucura ter vindo para aqui… não tenho de te dar explicações nenhumas. Apenas uma coisa que tenho a pedir… sai daqui para fora antes que eu perca a cabeça!
- Se eu sair não precisas vir implorar para eu voltar… ouviste?
- Ouvi…ouvi… cumprimentos á secretária.
Assim que ouviu a porta bater, o cansaço que se apoderou dela foi demasiado… saiu para falar com a Marta e o marido, pedindo desculpa pelo sucedido e depois dirigiu-se ao quarto e caiu na cama sem ter sequer tempo de se despir.
Acordou agitada, como se alguém lhe tivesse gritado aos ouvidos… levantou-se com uma sensação de angústia no peito, vestiu o casaco e saiu para a rua… sem saber o destino… apenas com a sensação que algo de grave se passava.
Detectou o brilho dos faróis a dois km do círculo de pedras e mesmo sem saber de quem era o carro, soube que Gawen estava em apuros… correu para lá com o coração apertado e quando chegou deu com o corpo inerte do homem que amava a poucos metros do carro.
- Gawen – chamou – estás a ouvir-me meu amor…
Por favor…por favor…outra vez não! Dierna conseguia ver por detrás das feições de Gawen outras feições amadas… que tinha perdido… não mo tires outra vez.
Pegou no telemóvel que se tinha lembrado de trazer e chamou ajuda… e depois deixou-se ficar com ele nos braços… enquanto chorava e rezava. A Deusa… a Deus… a todos os que se lembrava e aqueles que julgava esquecidos.
O tempo foi passando… até ouvir ao longe a doce voz da Marta:
- Larga Dierna, os paramédicos têm de cuidar dele para o levarem para o hospital. Estás a ouvir querida? Larga o meu irmão.
- Desculpa Marta… sim claro eu largo. Diz-me onde é o hospital e eu vou lá ter.
- Não vai tu com ele na ambulância, tenho a certeza que é o calor do teu corpo que mantém o meu irmão ainda entre nós…
… - São os senhores os membros da família do Sr. Gawen?
- Sim Dr. Somos nós.
- O acidente foi muito grave, não sabemos nem como ele se manteve vivo tanto tempo com o traumatismo que contraiu… neste momento está sedado… vamos mantê-lo assim por algum tempo… queremos minimizar quaisquer sequelas. Podem ir vê-lo e se quiserem pode ficar um membro da família com ele. Quem é a Dierna? Ele murmurou esse nome nos breves instantes que esteve consciente. Seria bom se fosse ela a ficar com ele.
- Não te importas de ficar Dierna? Por favor? Eu vou só vê-lo e ficas…
- Claro que sim Marta eu fico… só preciso de algo para vestir… trazes-me depois alguma coisa?
O tempo foi passando… uma semana… duas semanas.
A carta de rescisão da empresa chegou e continuava sem resposta… e o desespero aumentava…
Na noite da 13º dia do acidente, Dierna acordou com os sentidos apurados… do lado da cama estava alguém que ela reconhecia…
- Sra. Enfermeira? Passa-se alguma coisa?
- Enfermeira? Não me reconheces? Não vês em mim… tu Dierna?
- Por favor, eu sei que ele te deixou sozinha… mas ele já não é o mesmo… muitas vidas se passaram… deixa-o viver.
- E que estás tu disposta a fazer para isso?
- Afasto-me dele… vou embora… sacrifico-me por ele, como tu não te sacrificaste… e isso que queres? É até aí que vai a tua maldade? Não foste feliz e eu também não posso ser?
- Não te peço isso… sossega criança… ele vai acordar para ti.
Dierna despertou com o suave roçar de uma mão no seu cabelo… quando olhou para cima deu com o olhar cinzento de Gawen a encara-la…
- O que estás aqui a fazer? A minha irmã…
- Está em casa… eu vou ligar-lhe e chama-la sim? – Saiu com as lágrimas nos olhos… que mais queria ela? Tinha-o desprezado… mandando sair… não podia esperar outra coisa.
- Marta o teu irmão está a tua espera… eu vou para casa sim?
- Mas não entras também?
-Não. Ele está a tua espera.
O dia estava chuvoso, quando finalmente Gawen saiu do hospital… deveria ser naquele instante que ele tinha saído… Não tinha lá voltado depois do despertar… Mas ele estava bem Marta tinha-lhe dito…
- Muito gostas tu de me fazer vir buscar-te em situações extremas menina!
Dierna voltou-se lentamente e lá estava ele… altivo como ela o conhecia e amava…
- E tu gostas de viver perigosamente não é? Saíste agora do hospital e já estas debaixo de chuva?
- Dás-me abrigo debaixo do teu chapéu?
O calor do corpo dele junto ao dela deixou-a sem conseguir respirar…
- A minha irmã disse-me que passaste os dias todos que estive desacordado no hospital… Obrigado eu…
- Não tens de agradecer… eu…
- Amo-te Dierna… céus como te amo… amo essa cabecinha complicada que me deixa a beira da loucura… não consigo viver sem ti. Não tens de retribuir mas gostava que soubesses disso e…
- Ai cala-te… a sério cala-te como podes tu amar-me depois do que te fiz?
- E eu sei? Amo-te e pronto… e sei que tu não…
- Eu não o quê? Não te amo? Amo sim… mais que a minha própria vida…
O resto ficou por dizer em palavras… mas o beijo que deram deixou tudo bem esclarecido… foi o começo de algo muito especial… de algo único.
E não termino com o foram felizes para sempre porque isso existe em contos de fadas… e esta é história de uma vida que poderia ser real…
.
.
.
- Mãe… esta história é sobre ti e o pai não é?
Dierna olhou para a pequena que estava no seu colo… que a olhava com os olhos cinzentos do pai mas que tinha herdado o seu revolto cabelo…
- Não sei meu amor pode ser…
- Pai é não é? A tua história e a da mãe?
- Pode ser princesa… pode ser…
- Ai digam lá… bolas…

E termina aqui a história de Gawen e Dierna... ficou grande mas não quis dividir em mais dois capítulos senão nunca se sabe quando acabava... espero que gostem... a mim deu-me um prazer imenso...


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Voltar aos tempos de escola? Passo...

Engraçado como mudamos com o passar dos anos… como conseguimos controlar certos medos ou inseguranças que nos faz ser o que somos a medida que vamos “crescendo”…
Eu tenho alturas da minha vida que me torno saudosista, presa ao passado… tempos onde recordo o meu tempo de escola… as minhas inseguranças… os meus traumas.
Hoje enquanto estava a arranjar-me para sair e estava a pentear o cabelo tive um desses flashes engraçados.
Uma coisa que eu nunca compreendi é a tendência que as pessoas têm de ter saudades dos tempos de escola, a sério nunca entendi. Eu sempre detestei essa altura não sinto saudades nenhumas desses tempos “dourados” que todos suspiram. Sinto saudades das aulas… do conhecimento novo todos os dias… da troca de ideias com os professores… do que aprendia extra-escola quando me sentava com o meu prof de religião e moral e trocávamos ideias.
Mas da escola, dos namoros, dos amigos desse tempo não tenho saudades nenhumas.
A Utena de agora se estivesse no tempo da Utena do passado, talvez se tivesse divertido… ou pelo menos talvez tivesse visto as coisas de forma diferente… mas a Utena do passado era alguém muito diferente.
Não gostava de mim naquele tempo, era alta demais em relação aos meus colegas, desenvolvida fisicamente demais… com óculos (estão a ver as alcunhas certo?) e pior que isso tinha cabelo encaracolado e ruivo… digamos que era a freek da zona.
Nunca usava mochila, não tinha as caras dos actores colada nos cadernos, não saia a correr quando tocava… não me maquilhava… não queria saber de moda. E só não levei mais vezes na tromba porque sempre tive uma força descomunal e quando elas ou eles vinham já estavam a cair com uma lamparina no meio dos olhos.
Não havia dia que não houvesse molho, agora que me ponho a recordar até quando regressei a Portugal o meu primeiro dia de escola foi marcado com uma bofetada num rapaz que depois se tornou um simpático amigo.
Os tempos de escola e visto a frio de longe são tempos conturbados… problemáticos mesmo para aqueles que são os populares… não é fácil ascender as expectativas da roupa… do material… das notas… das festas… do namoro.
Tudo nesse tempo está envolto em aparências e se não houver em casa alguém que nos olha com olhos de ver e vê que algo está errado o que pode acontecer é como se vê hoje em dia… crianças que desistem e se matam por banalidades.
É verdade que esses tempos marcam um pouco a nossa forma de ser, mas mais verdade é que não nos tornam no que somos.
A Utena de agora está de bem com a sua personalidade, tornou-se segura… retirou os óculos e substituiu-os por lentes pondo a descoberto uma das suas melhores armas que são os olhos… mas mais que isso aprendeu a olhar o espelho pela manhã e a gostar de cada bocadinho do que vê. Da altura… ao corpo… (eu sou literalmente Amazona =P)… dos lábios ao vermelho do cabelo… até ao efeito carneiro quando os lava e não os seca.
Mas não foi de um dia para o outro levou tempo.
E foi porque em casa tinha alguém que não me mandava calar porque estava cansada/o ou a ver o telejornal… mas porque tinha alguém que desligava o aparelho e me ouvia com atenção e me fazia ver que as coisas não são cor-de-rosa nem pretas… são multicolores.
Confesso que o meu lado “cabra” até gostaria de ir a uma reunião de antigos colegas e ver aqueles que lutaram para me fazerem a vida negra lidarem comigo agora… ia ser giro.
Mas depois o lado MULHER que me tornei apenas sorri e sabe que não vale a pena, pois na vida como na morte somos o que somos por causa dos pequenos acontecimentos que vamos vivendo.
A única coisa que me assusta mesmo não sendo eu mãe… nem catequista como subentendeu um anónimo de estimação que por aqui passa… é a falta de apoio que têm estas crianças de agora.
Não existe em casa… nem na escola… nem em lado nenhum. A geração rasca é o que chamaram a minha… mas bem ou mal sobrevivemos.
E esta? Sobreviverá? Com tanta falta de contacto pessoal onde o que conta é a marca que veste ou a quantidade de líquido que ingerem?
Onde as personalidades são palavras caras que pouco ou nada servem?
Eu pelo menos tento fazer a minha parte… quando posso e quando me deixam mas mesmo sendo um optimista de natureza a verdade é que vejo as coisas muito negras para os miúdos.
Namasté

Digam lá que não é uma prova

Se existe coisa que me dá prazer num dia de tempestade como a de hoje é treinar… adoro fazer exercício e ouvir o uivar do vento ou o cair da chuva… mesmo o frio que sinto quando saio depois do delicioso banho me sabe bem… faz-me sentir activa cada terminação nervosa…
Não vale a pena ficarem com essa cara a lerem-me, eu sempre disse que não era normal, agora já acreditam?
Ora bem hoje lá sai do meu 2º trabalho, depois de um dia duro dentro e fora do escritório direitinha ao ginásio para a minha aulinha de combat… aliás desejosa de a ter.
E cheguei lá… equipei-me e esperei pelo prof. e nada… 15 minutos sem explicações sobre os atrasos e depois de eu ter assobiado do primeiro andar para a recepção a perguntar se era eu que tinha de dar a aula, lá veio alguém com desculpas que não lembram ao diabo sobre ligações ao professor (que eu sabia ter ido para a Nova Zelândia) e que estavam preocupados por ele nada dizer.
Lá teve de saltar o meu mau-feitio/sarcasmo e tive de lhe perguntar se quando ligou marcou o indicativo da Nova Zelândia que é onde ele está… muitos gaguejos depois lá ele me disse que não conseguiram arranjar substituto e que não havia aula.
E aí lembrei-me de duas coisas:
1º do texto de ontem… do conformismo… do levar a vida de uma forma difícil e triste.
2º da frase “quando a vida nos dá limões fazemos uma limonada”
E foi o que fiz rumei ao balneário, vesti o fato-de-banho e dirigi-me a piscina… porque sabe também muito bem nadar e ver a chuva cair lá fora.
Cheguei lá e estava cheia de moçoilos giros a jogar hidro-basquete que foram muito simpáticos e me convidaram a entrar no jogo. O que declinei com simpatia… e lá fui nadar nas pistas livres… dividindo o espaço com… outro moço bem giro.
E para terminar acabei a ver o fim do jogo dentro do jacuzzi com água borbulhante e bastante quente acompanhada de…. Exacto adivinharam… outro rapaz bem giro e jeitoso… e simpático também.
Não era o que esta retratado acima… mas não lhe ficava nada atrás confesso.
Resultado?
A vida é mesmo assim nem sempre corre como desejamos mas as vezes os reveses até nos trazem surpresas bem agradáveis…
Hoje foi um desses dias… amanhã quem sabe… logo se vê.
Namasté!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

E vocês como vivem a vida?

Chegar a constatação que a vida nunca e o que desejamos mas sim o que tem de ser é algo que marca. Quase como quando descobrimos que as prendas que aparecem debaixo da árvore no Natal são colocados pelos nossos pais e não por um velhinho simpático de barbas.
Mas a beleza da vida, tal como a magia do Natal não é conseguir o que queremos… mas lutar pelo que desejamos. Por mais difícil que isso seja porque aquela famosa frase que diz “a sorte sorri aos audazes” é apenas e só uma frase bonita.
Hoje em dia é cada vez mais fácil ver que as pessoas estão conformadas e isso para mim deixa-me atónita… conformismo para mim é como se fosse uma morte lenta.
Não consigo ver as pessoas de bem com a vida ou satisfeitas com as escolhas que fazem… sei claro que com a dificuldade dos tempos que correm não nos permitem estar 100% felizes… a não ser claro que se pertença a classe dos senhores das fortunas que pupilam por este país e mesmo esses acredito que estão preocupados… não aterrorizados como nós pobres mortais… mas assustados q.b.
Acreditem que já fui alguém que sofria por antecipação, sempre pensando hoje no dia de amanhã… na semana seguinte… no mês que vinha ou como seria o ano que viria. Acreditem também que aprendi da maneira mais dolorosa que a única coisa que isso faz é deixar-nos desiludidos e com que percamos os bons e pequenos momentos que a vida nos trás.
Claro que devemos ter projectos… sem dúvida que não faz mal nenhum sermos ambiciosos desde de que o sejamos de forma realista e claro com o esforço pessoal e não passando por cima de ninguém.
E não é vergonha nenhuma enveredar por um caminho e chegar á conclusão que não é isso que nos faz feliz… vergonha para mim é manter esse caminho porque nos conformamos com ele.
E quem fala de trabalho, fala da vida pessoal… com amigos ou companheiros.
Para mim o ponto-chave de viragem, embora já o tivesse a vir a alcançar, foi a operação do meu pai em 2010.
Ver aquele homem que sempre foi uma fonte de energia e força deitado numa cama sem puder fazer nada para o tornar saudável e seguro fez-me ver com uma clareza brutal que esta vida é para ser vivida dia-a-dia e cada dia da melhor e mais feliz forma possível.
E aproveitar os pequenos prazeres que ela nos trás como a primeira chuva de Outono… a primeira neve… o primeiro botão das roseiras no meu jardim… o sorriso de uma criança ou mesmo como aconteceu neste sábado o abraço de uma desconhecida isso sim vale a pena.
É basicamente como a frase dita nessa meditação que não me ficou só na mente ficou-me no coração.
“Esta terra não nos pertence nós pertencemos a esta terra!”
Então o ideal não será fazer do tempo que cá passamos o melhor possível? Com partilha e amor?
E quando o desespero chega, e acreditem que ele chega e se calhar de uma forma bem mais dura do que a aqueles que se entregam a ele todos os dias o que eu faço é olhar para a minha família, para os meus cães e quando sinto a brisa na cara lembrar-me que em alguma parte do mundo existe alguém que sofre muito mais que eu…
Deixo que ele venha e que não se prenda… respiro fundo e continuo no mesmo rumo ou em outro diferente…mas sem desistir… sem me conformar… mas principalmente mantendo-me fiel a mim mesma.
Namasté

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Bem vindo. Finalmente

Desculpem-me os amantes do calor e dos dias luminosos e radiantes… mas eu estou radiante por dar as boas vindas ao Outono e ao doce frio que ele trás.
Para muitos entramos na estação mais triste do ano… para mim chegou a estação que recebo com mais carinho.
A chuva que caiu ontem deixou-me com a alma limpa… ouvir a cair de uma forma consistente e certa e sentindo que ao cair limpava o ar e tornava-o respirável deixou-me num estado de semiconsciência que junto com a tarde de sábado me deu alento para continuar a minha luta que não tem sido fácil.
Eu adoro esta estação, o escurecer mais cedo, o castanho das folhas… o barulho que elas fazem debaixo dos nossos pés… o ar torna-se mais claro. E mesmo as camadas de roupa que colocamos tornam a estação mais bonita.
Mas o que gosto mesmo é a sensação que me deixa no corpo que me faz sentir viva… que me faz desejar ser amada.
É verdade amigos… eu sou o oposto dos passarinhos na Primavera… para mim a estação do amor é o Outono… das lareiras… da boa companhia. Da cumplicidade.
Eu sei… não sou normal mas pensem lá se não será por causa disso que até gostam de mim?
=)
Namasté