A vida é um campo de batalha, um monstruoso campo que independentemente do cenário que o rodeia é sangrento, imponente e brutal.
Eu imagino-a como um belo tabuleiro de xadrez, branco e preto da mais fina mármore, jogado numa bela sala cor de damasco, iluminada por milhares de velas onde as forças antagónicas que nos regem se degladiam na mais bela forma de luta. A mental.
Prefiro imaginar assim do que à imaginar como um campo manchado a vermelho onde vidas se perdem de uma forma estúpida e bruta.
A verdade é que independentemente dos arabescos que possam servir de enfeite vidas mudam, porque se resolve de manhã ir pela direita ao invés de seguir pela esquerda.
Na realidade no bonito jogo que é a vida somos todos maioritariamente peões, envoltos na saborosa mentira de sermos importantes na vitória, mas exclusivamente peões que avançam na frente, sorridentes achando-nos donos da própria realidade, mas sendo na realidade escudos de meia dúzia de peças do imponente xadrez.
No meio deles, existem alguns que desistem saindo da peça central antes do fechar da cortina, outros que se mantém estoicamente fortes, firmes no seu papel de escudo. E os poucos, os que batem na mesa, que mudam de campo achando que assim chegaram a Reis do xadrez.
Ilusões barbaramente apagadas quando se apercebem que o preço a pagar raramente compensa o valor da alma.
Os que se recusam a ser engolidos, lutam arduamente, somam derrotas, lambem as feridas e avançam campo a dentro armados de certezas que não tem.
Cansaço, eis o que sinto. Cansaço de lutar, de me debater por um mundo em mudança que não quer ver e não deseja sentir.
Estou na fase de lamber as minhas feridas... de selar os buracos.
E mesmo nos raros momentos de refugio glorioso que me mostra que a vida é um aprendizado que a morte não interrompe apenas age como um breve intervalo, sinto que sou engolida pela vontade de desistir.
A verdade é mesmo essa... mas a realidade é que a guerreira que habita em mim não o permite.
Independentemente da verdade gritante, do cansaço desolador é que vou colocar as armas outra vez e seguir a luta, embora o faça de uma forma mais intimista ao invés do alarido da distância. Sempre gostei muito mais da sensação de proximidade.
O resultado seja num ou noutro dos casos será invariavelmente sempre o mesmo, as vidas irão mudar porque numa manhã decidimos seguir pela direita e não pela esquerda.
O que me incomoda é saber que isso cada vez me causa menos mossa... que o facto de saber que a batalha do dia passou e eu fui nada ou pouco atingida é o que me alivia e não o deveria ser.
Mas dizem que todos temos instintos de assassinos... e embora seja muitas vezes envolto no belo laço que não o é, mas sim o instinto de sobrevivência apenas espero que não acabe por matar aquilo que sou.
Namasté
segunda-feira, 29 de abril de 2013
sábado, 27 de abril de 2013
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Querem ver o que me deixa com um sorriso no rosto?
Soubessem os Homens ver com o coração e sentir com a alma...
Namasté
quinta-feira, 25 de abril de 2013
That's me! Deal with that
Sou uma rapariga vivida para a minha idade, aliás isso da idade tem que se lhe diga... nunca contei em anos aquilo que nos pode transformar a experiência. E essa tenho bastante!
Passei pelo muito bom, dei um pulo ao muito mau... deambulei pelo assim-a-assim. E no fim esse cocktail que para mim ainda vai a meio criou esta que sou.
Mas mesmo depois de ter visto o que vi, ainda existe certas coisas que me fazem confusão. Que é essa mania que se têm que no mundo os "poderosos" conseguem tudo. Seja porque podem... seja porque o fazem acontecer seja de que forma for.
Sinceramente? Tenho pouca paciência para isso, mas o tempo (esse filho da puta que não se detém por ninguém) acaba por nos fazer moderar certos comportamentos que eram já habito não pensados.
A Utena Maria de antes levava tudo a frente, como uma qualquer máquina assassina que não se detém por nada, nem por ninguém! Sem pensar em consequências, nem em karmas... nem em quem fodia pelo caminho. As vitimas? Eram apenas danos colaterais... sombras de alguém que inadvertidamente se tinha colocado no meu caminho.
A Utena Maria de agora explode no momento, isolada do mundo... e depois pensa, ouve, pondera, questiona! Estuda o caso, respira e depois pensa, como será a melhor maneira de telecomandar o missel que irá enrabar correctamente o idiota que se acha o maior do mundo?
Ontem foi um desses dias!
Ontem foi um desses dias em que depois de demonstrar a um dos que se acha maior que, melhor que, mais forte que... Que na realidade o karma é fodido e que muitas vezes no meio de sorrisos, palavras sussurradas, ditas com uma educação superior aquilo que a ocasião existe a ameaça fica muito mais vincada e muito mais presente!
E sim os músculos ficam tensos com o esforço de manter a voz controlada, pausada e a um som aceitável. Fico a suar frio, sinto como se tivesse sido atropelada por um camião.
Mas analisando as coisas friamente?
No final da batalha... a sensação é muito mais reconfortante que se eu o tivesse mandado levar no sitio onde não entra sol.
Certas coisas puramente não aceito, não se coadunam com o que sou, com o que já vivi. Vai sempre ser uma luta minha seja ou não minha a batalha!
E vencer nem que seja por poucos pontos continua a saber bem como um belo copo de caipirinha no fim de uma tarde de verão!
Namasté
Passei pelo muito bom, dei um pulo ao muito mau... deambulei pelo assim-a-assim. E no fim esse cocktail que para mim ainda vai a meio criou esta que sou.
Mas mesmo depois de ter visto o que vi, ainda existe certas coisas que me fazem confusão. Que é essa mania que se têm que no mundo os "poderosos" conseguem tudo. Seja porque podem... seja porque o fazem acontecer seja de que forma for.
Sinceramente? Tenho pouca paciência para isso, mas o tempo (esse filho da puta que não se detém por ninguém) acaba por nos fazer moderar certos comportamentos que eram já habito não pensados.
A Utena Maria de antes levava tudo a frente, como uma qualquer máquina assassina que não se detém por nada, nem por ninguém! Sem pensar em consequências, nem em karmas... nem em quem fodia pelo caminho. As vitimas? Eram apenas danos colaterais... sombras de alguém que inadvertidamente se tinha colocado no meu caminho.
A Utena Maria de agora explode no momento, isolada do mundo... e depois pensa, ouve, pondera, questiona! Estuda o caso, respira e depois pensa, como será a melhor maneira de telecomandar o missel que irá enrabar correctamente o idiota que se acha o maior do mundo?
Ontem foi um desses dias!
Ontem foi um desses dias em que depois de demonstrar a um dos que se acha maior que, melhor que, mais forte que... Que na realidade o karma é fodido e que muitas vezes no meio de sorrisos, palavras sussurradas, ditas com uma educação superior aquilo que a ocasião existe a ameaça fica muito mais vincada e muito mais presente!
E sim os músculos ficam tensos com o esforço de manter a voz controlada, pausada e a um som aceitável. Fico a suar frio, sinto como se tivesse sido atropelada por um camião.
Mas analisando as coisas friamente?
No final da batalha... a sensação é muito mais reconfortante que se eu o tivesse mandado levar no sitio onde não entra sol.
Certas coisas puramente não aceito, não se coadunam com o que sou, com o que já vivi. Vai sempre ser uma luta minha seja ou não minha a batalha!
E vencer nem que seja por poucos pontos continua a saber bem como um belo copo de caipirinha no fim de uma tarde de verão!
Namasté
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Carry on
Gosto dos cheiros, dos sabores... de tocar! Sou uma pessoa de tacto... faz-me falta os abraços assim como sinto falta do calor e da luz do sol todos os dias pelas manhãs.
A audição é também muito importante para mim, até porque aquilo que os olhos vêem os ouvidos asseguram.
Por isso gosto desta música, faz-me ficar com um sorriso idiota no rosto... as vezes as músicas são assim mesmo tocam na altura certa, tocam-nos bem no fundo e fazem com que abanemos o pé ao ritmo deixando que os olhos fechem os sorrisos florem e as coisas se tornem mais suportáveis.
Fica a partilha!
terça-feira, 23 de abril de 2013
E é isto
É mesmo assim que eu ando!
Preguiçosa, com vontade de dormir!
Ando cansada, exausta e sem forma de ver maneira de recuperar a energia!
Mas mais que isso ando cansada da raça humana, como ouvi ontem e classifica tão bem o que ando a sentir:
Esta crise que vivemos não é monetária, mas sim uma crise de valores e é apenas ela que originou a monetária!
E não podia estar mais certa!
As boas notícias é que a inspiração esta a voltar.
Por isso vão "ouvir" (ler) mais de mim.
Namasté
terça-feira, 16 de abril de 2013
Psssiuuuuuuuuuuu
Não fugi, não fui embora nem vos abandonei!
Tenho andado sem inspiração mas estou por aqui sim?
Beijinhos malta gira
domingo, 14 de abril de 2013
Será desta?
É que tenho mesmo de perder o meu ar de lula!
Ainda me cozinham em caldeirada!
Bom Domingo malta gira
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Voltando...
Tenho conseguido estabilizar aos poucos. Não tenho tido muita cabeça para escrever e a verdade é que eu penso na escrita como algo que me sai naturalmente logo não a tenho forçado a aparecer.
Aprendi que inevitavelmente ela acaba por surgir, pelo menos as fases em que tenho estado "seca" de inspiração não tem sido tão longa como quando criei o blog.
Hoje dei por mim enquanto fumava um cigarro e sentia o sol (finalmente) na face a pensar em dar e receber.
Desde de miúda que sempre aprendi que para termos algo deverá sempre existir o retorno...para ver os desenhos tinha de ter os trabalhos feitos, para ter uma prenda boas notas...cresci com isso em mente.
Por exemplo nunca vi o meu ordenado como um direito meu, mas como a troca do meu serviço... dou e logo recebo. Aliás nunca pedi um valor sempre preferi que soubessem primeiro como sou profissionalmente, nunca pedi um aumento sempre me foi dado. Em contrapartida quando vejo que dou e não recebo o retorno bato com a porta.
Hoje em dia dou por mim a olhar à minha volta e a ver que isso deixou de ser uma realidade, as pessoas pedem, querem mas não estão dispostas a dar o retorno.
Querem sem esforço, pedem sem contrapartidas... lamentam-se sem fazerem nada para mudar a sua realidade.
Energéticamente sinto a mesma coisa, para termos algo tem de haver sempre a contrapartida... o ying e o yang. O equilíbrio da balança.
Não pode haver o resultado sem ter sido oferecido o retorno. É aí que reside o meio termo de uma balança que se torna cada vez mais desequilibrada.
Hoje enquanto observava quem por mim passava, sisudo...metido na sua própria vida questionei-me quantos deles pedem por algo e quantos estariam de facto dispostos a pagar o preço para o ter.
Mas mais que isso questionava-me quantos terão em mente que muitas vezes actos fortuitos têm custos... e elevados.
Mantenho o meu lema, desejo aos outros em triplo o que me desejam a mim... no fundo o livre arbítrio existe sempre... apenas colhemos o que plantamos.
Claro que no meio temos de contar com influências exteriores que não controlamos...mas isso? Isso é outra história!
Namasté
Aprendi que inevitavelmente ela acaba por surgir, pelo menos as fases em que tenho estado "seca" de inspiração não tem sido tão longa como quando criei o blog.
Hoje dei por mim enquanto fumava um cigarro e sentia o sol (finalmente) na face a pensar em dar e receber.
Desde de miúda que sempre aprendi que para termos algo deverá sempre existir o retorno...para ver os desenhos tinha de ter os trabalhos feitos, para ter uma prenda boas notas...cresci com isso em mente.
Por exemplo nunca vi o meu ordenado como um direito meu, mas como a troca do meu serviço... dou e logo recebo. Aliás nunca pedi um valor sempre preferi que soubessem primeiro como sou profissionalmente, nunca pedi um aumento sempre me foi dado. Em contrapartida quando vejo que dou e não recebo o retorno bato com a porta.
Hoje em dia dou por mim a olhar à minha volta e a ver que isso deixou de ser uma realidade, as pessoas pedem, querem mas não estão dispostas a dar o retorno.
Querem sem esforço, pedem sem contrapartidas... lamentam-se sem fazerem nada para mudar a sua realidade.
Energéticamente sinto a mesma coisa, para termos algo tem de haver sempre a contrapartida... o ying e o yang. O equilíbrio da balança.
Não pode haver o resultado sem ter sido oferecido o retorno. É aí que reside o meio termo de uma balança que se torna cada vez mais desequilibrada.
Hoje enquanto observava quem por mim passava, sisudo...metido na sua própria vida questionei-me quantos deles pedem por algo e quantos estariam de facto dispostos a pagar o preço para o ter.
Mas mais que isso questionava-me quantos terão em mente que muitas vezes actos fortuitos têm custos... e elevados.
Mantenho o meu lema, desejo aos outros em triplo o que me desejam a mim... no fundo o livre arbítrio existe sempre... apenas colhemos o que plantamos.
Claro que no meio temos de contar com influências exteriores que não controlamos...mas isso? Isso é outra história!
Namasté
sábado, 6 de abril de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Palavras para quê?
Esperávamos nós o que? Os ratos são sempre os primeiros a abandonar o navio (e os comandantes quando são italianos), a verdade é que hoje em dia vale mais ser ex-ministro que ministro. Mais valor no final do mês menos dor de cabeça, não que o embrulho aí de cima o tivesse muito.
Deveria ter ganho vergonha na cara e ter saído antes, devia o ser superior ter tido mais respeito por quem o elegeu e ter corrido com ele assim que explodiu as equivalências... não o fez nem um nem outro e não o fizemos nós Zé Povinho que nos contentamos com umas quantas cantigas, uma minia e uma sandes de courato.
Hoje saiu... se sai a perder? Sai a ganhar para um tacho qualquer que pagamos nós mais um pouco e sem bufar...porque o povo continua sereno e calado e eles lá vão dando umas larachas e fazendo do que é nosso o que bem entendem.
Bye Bye Relvas não deixes a porta te bater no cú a saída.
Deveria ter ganho vergonha na cara e ter saído antes, devia o ser superior ter tido mais respeito por quem o elegeu e ter corrido com ele assim que explodiu as equivalências... não o fez nem um nem outro e não o fizemos nós Zé Povinho que nos contentamos com umas quantas cantigas, uma minia e uma sandes de courato.
Hoje saiu... se sai a perder? Sai a ganhar para um tacho qualquer que pagamos nós mais um pouco e sem bufar...porque o povo continua sereno e calado e eles lá vão dando umas larachas e fazendo do que é nosso o que bem entendem.
Bye Bye Relvas não deixes a porta te bater no cú a saída.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Novo mês
Tenho andado ausente eu sei... Não tenho estado muito eu e por isso tenho estado mais quietinha no meu cantinho... tentando recuperar um pouco do que sou.
Não somos de ferro e a verdade desse facto as vezes precisa de me bater em cheio nos cornixos para eu me aperceber disso.
Mas estamos num novo mês, o sol hoje já brilhou pelo que posso começar a sair da toca outra vez.
Obrigada por se manterem por aí!
Namasté
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