sábado, 28 de setembro de 2013

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Este texto tenho mesmo de partilhar

Vocês sabem que eu não gosto de colocar por aqui textos que não sejam de minha autoria... com algumas excepções.
Este li faz já alguns meses... e encheu-me a alma com tudo o que diz explicito e implicitamente...
Foi retirado da revista On Fire... espero que gostem e que o sintam com  a intensidade que ele merece:

"As minhas t'shirts nunca foram de marcas de Surf - By Ricardo Vieira
Antes de mais, desculpa a demora em te informar que continuo"vivo", mas só agora começo realmente a assentar pensamentos. Espero que esta carta - em papel verdadeiro e com selo do correio, quem diria,na era da informática - te encontre - e a tua família - de boa saúde e com animo de viver esta vida, coisa que já tive mais, mas já lá vamos.
Aqui na Suécia corre tudo bem, a minha oferta de emprego revelou ser ainda um pouco melhor do que o falado, com mais algumas regalias do que o esperado. Não me preocupo com a casa, pagam-na, assim como ás outras despesas. Fizeram questão de que tivesse quintal, com jardim relvado e puseram lá todas as ferramentas, novas, necessárias para que me entretenha a escavar terra e a evitar minhocas. Levaram-me a um stand da (...) para escolher um carro. Não puseram limite de preço (acreditas?!). Lembras-te do marreco em que andava ainda há seis meses? Que gastava dois litros aos cem?! Dois litros de óleo de motor, porque de gasolina eram mais uns dez em cima! Andavas tu a sugerir-me um bidon bem derramado nos estofos e ficar a vê-lo a arder na praia ao pôr-do-sol. Ah... Bons tempos. Tu e essa tua loucura que não é de adulto e a maralha toda lá do bairro a ajudar à guerra. E agora tenho um (...) novo em folha?! Outra coisa engraçada é que não preciso de fazer a barba em casa, tenho direito a barbeiro mesmo ao lado da empresa. E no escritório, todos os dias as 10h30 passa a senhora dos bolos e cafés, mesmo lá dentro ao pé de nós. Sabes quanto custa um bolo e um café? Zero. E tenho um kart com o meu nome e tacos de golfe!! Para as competições mensais da empresa. Imagina tu, logo eu de tacos de golfe! Tu que dizias que eu era mais taco de basebol e me aconselhavas calmantes fortes (os do teu cão, maluco!) e o lado de fora das grades de uma prisão. Pareço um beto agora, penteadinho e a andar em cima da relva sem me multarem. Já não me conheço... mas já lá vamos.
Aqui pouco se faz, temos de nos habituar a estes dias e noites intermináveis, a este fenómeno que nos faz  parecer lagartos à procura de sol. E ás vezes fico triste tenho tudo e ando triste. Já te aconteceu? Teres tudo, não teres de lutar por nada e ainda assim te sentires um miserável?!
As vezes... sei lá... às vezes gostava mais de estar aí. É tão estranho a mente humana. Tenho uma vida perfeita aqui, não me falta nada e se faltar peço por telefone e amanhã já tenho e no entanto, de vez em quando, apetece-me largar tudo e apanhar o primeiro avião daqui para fora. Aqui há lagos, mas não há ondas nem cheiro a salitre.
Há pessoas, mas... não são bem pessoas, são certinhas demais, correctas até cansar, de dobrar o pijaminha antes de sair de casa. É sem dúvida, primeiro mundo. Mas são frios. Esqueceram-se do amor a um canto. E são silenciosos até doer - parecem o meu carro novo. Gostava de estar contigo com o Valdemar Baptista, com o Júlio Porém e a Maria Cor de rosa a chupar imperiais na esplanada da praia (a propósito já pagaste o que lá devíamos?). 
Morro por dentro. Morro de sede no deserto rodeado por água. Quero ir embora. Quero ir ter convosco, agarrar num marreco qualquer e irmos todos surfar a algum lado. Quero ouvir gritos de idiotas no trânsito e dentro de água. De pensar nas mãezinhas deles. Quero procurar lugar para estacionar e não encontrar. Quero deixar a barba crescer até onde me apetecer e depois pagar para corta-la. Quero comprar os meus próprios bolos e nem sequer gosto de café! Não preciso de um kart aos trinta anos e o taco nº 2 mesmo com luva faz-me calos! Quero respirar fundo, gritar, cantar na rua e não me acharem maluco. Sabes que se vendem casacos e t'shirts da (...) e da (...) aqui no centro comercial? (Marcas de surf na Suécia nunca pensei). Que tenho dinheiro para comprar tudo e pela primeira vez não quero? Salva-me amigo. Diz-me que está tudo melhor por aí, que posso voltar e encontrar trabalho. É só isso que eu quero. Quero-vos a vocês. Não quero luxos.
As minhas melhores t'shirts nunca foram de marcas de surf."

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

E isto ninguém me pode tirar...

Não sou de me agarrar ao passado, ele serve apenas para ter feito de mim o que sou, não me arrependo de nada do que fiz, todos os tropeções... todas as asneiras são apenas cicatrizes que agrupadas criaram a Utena Maria.
Tal como não penso muito no futuro, aliás sempre fizeram questão de não me deixarem fazer isso, porque por mais planos que se faça, arranjam sempre maneira de não os conseguir cumprir...Por isso vivo o presente da melhor maneira que sei, como se fosse morrer amanhã... e quando termina o dia... questiono-me sobre o que poderei fazer no dia seguinte.
Mas gosto das recordações que as sensações me podem dar... sou uma mulher de sentidos! E por mais cabeçadas que dê é algo que não se muda... e mesmo que mudasse não o queria fazer.
Uma música...um cheiro... uma sensação de deja vú que me deixa um sorriso ou um enrugar de sobrancelha e sou feliz.
Podemos ser felizes com pouco, sei disso como sendo uma das poucas certezas que tenho na vida... esta certo que quero sempre mais, não me contento com o básico...isso fará de mim sonhadora? Eu penso que faz mais de mim lutadora. Mas não invejo ninguém pelo que têm... pelo contrário faz-me apenas ter mais vontade de lutar.
Hoje quando pela manhã sai de casa e senti a chuva no rosto, senti-me feliz... gosto do cheiro com que a terra fica, das cores que se juntam... da frescura que deixa na pele!
Não sou mulher de calor, aliás o calor cansa-me, deixa-me inerte... pelo contrário o arrepio com que fico na pele quando recebo o frio da manhã, dá-me uma enorme sensação de controlo do mundo! De sensação de estar viva!
E estou viva...muito viva...
E isso? Isso ninguém me pode tirar!
Namasté

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Pensamentos meus

Li, não sei bem onde, que a maior solidão que existe é aquela que sentimos quando estamos rodeadas por pessoas... e mesmo quando estamos por quem nos ama, a verdade é que nessas alturas elas não chegam até nós... não porque não queremos... apenas porque não conseguimos esticar os dedos o suficiente para as agarrar.
Ando cansada de testes, de partidas de um qualquer destino louco que por uma razão qualquer, que me é desconhecida resolveu marrar comigo.
Gostava de ser daquelas pessoas que não querem saber, que levam a vida ao segundo, gerindo na altura com o que tem... com um desprendimento que me faz uma inveja desgraçada.
Não consigo viver a vida assim, eu sou planeadora, organizadora.... certa demais com as regras que imponho a mim mesma.
Serei dura em demasia comigo? Provavelmente mas a verdade é que quando temos os parâmetros elevados para os outros, os nossos deverão ser o triplo, eu pelo menos penso assim...
Mas a verdade é que ser o porto de abrigo para todo o mundo me anda a deixar exausta demais... frágil demais... e a ironia disto tudo? É saber que terei inevitavelmente de manter as forças dia após dia!
Mas ando cansada de manter o sorriso, de segurar a mão de quem me procura, de enxugar as lágrimas de quem as deixa cair, com a certeza que no dia que isso acontecer comigo dificilmente encontrarei forças para as fazer parar de cair.
A injustiça do mundo não está no que é certo ou errado, mas no sentido de saber que terei de me manter sempre forte e segura quando por dentro me sinto a partir em 1000 bocadinhos!
Detesto sentir-me assim, descrente de tudo.... faz-me sentir enganada mesmo quando o enganador sou apenas eu!
Mas as palavras inevitavelmente, mesmo aquelas que sussurramos a nós mesmos. acabam por se tornar vazias de sentimentos quando se tornam apenas... palavras.
E ultimamente é o que sinto...
Mesmo quando nos deparamos por um passado que julgamos enterrados... que nos adentra sem aviso e nos deixa atónitas e perplexas... mesmo quando nessa altura nos apetece um abraço e na realidade o que colocamos é um muro intransponível que consegue ser sentido por quem perto de nós está... tenho de me manter na minha, insensível ao que quero, ciente de onde quero ir...
Porque no fundo o que realmente me anda a deixar cansada é a luta inglória das palavras se terem tornado apenas palavras...
E anda a fazer-me falta demais as que se tornavam em acções!
Por isso hoje queria apenas isolar-me do que sou, tornar-me um qualquer estranho numa sociedade que de tão descrente se tornou real....
Namasté

Definitivamente...

A minha estação favorita do ano!

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Pró almoço? Pode ser Caldeirada de Crise regada com molho de Troika

Ando um bocado cansada da mesma cantiga das pessoas... o queixume é por si só um sentimento que me deixa com náuseas e bastante mal disposta.
Ultimamente o que se passa pelo mundo a fora, e não apenas ao redor dos nossos umbigos como alguns querem fazer parecer, tem dado o que falar para os cantores de desgraças e mal dizeres.
Aliás enraizada que esta a palavra crise e troika ainda não sei como não se inventaram pratos gastronómicos por essas tasquinhas fora... até já consigo imaginar as ementas:
- Bacalhau assado regado com crise, ou,
- Mexilhões com alho salteado acompanhado com troika...
Que a crise é um facto mais que falado e comprovado é uma realidade, que tenha mudado a mentalidade das pessoas? Bem aí são outros 500 multiplicados com alguma pouca vergonha na cara.
Se por um lado temos todos a queixar-se do preço das batatas por outros temos concertos de música lotados com meses de antecedência.... se se queixam do preço das rendas, fazem fila para comprar o último gaget que sai no mercado. Reclamam dos impostos, do Iva da restauração, mas negam-se a assumir que pouco querem fazer desde de que envolva trabalho a sério e não emprego de secretária, (nada contra que eu já tive o meu e ganhei um belo músculo na barriga da perna à pala dele).
O que acontece é que as pessoas não sabem viver sem se queixarem, sem reclamarem... sem chorarem as pedras da calçada.
Que existe muita gente a passar fome? Não tenho a menor dúvida, aliás a pobreza escondida é das piores que conheço por sendo envergonhada não se mostra e é facilmente esquecida, o que me assusta é a inércia das pessoas que preferem reclamar a fazer algo.
Comentários como:
"Não sei como as lojas não fecham!" quando passam por mim carregadas com saco do chinês faz-me vontade de partir para a ignorância e partir umas quantas pernas.
A mentalidade portuguesa continua tacanha, pequena e básica e isso sim assusta-me mais que uns quantos membros mal encarados da Troika que vêm cá avaliar o desempenho de um povo que entretanto e só para esclarecer as coisas se queixa do fim dos feriados, da ausência dos subsídios ou do preço do marisco...
Ando realmente bastante cansada de ter de andar a sustentar esta gentinha que se felicita com a desgraça alheia... que por detrás de uma máscara podre e reles se sente realizada quando mais uma empresa fecha... quando mais uma loja não resiste...
Não sabendo viver com pouco, não posso deixar de me questionar o que farão quando este país estiver reduzido a lojas de compras de ouro, bazares de chinês e lojas de marca que nem à entrada os deixarão passar.
Por isso senhores almocemos... e vamos todos ficar sentados a espera...
Do quê?
Isso gostaria eu de saber!
Olha a crise fresquinha.... E a troika com creme!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Uma semana depois...



Há que refrescar o sonho com novos modelitos...
O tempo é que não ajuda, caray que nunca estamos satisfeitos

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Nada como começar com um assunto delicado...

Ora então vamos lá voltar a escrita, e nada como começar com um tema digamos que polémico/delicado.
Hoje em dia, infelizmente, o que por aí mais abunda são filhos de pais separados que dividem as suas vidas entre a casa do pai e da mãe... entre a namorada do pai e da mãe e entre as acusações que existem muitas vezes entre eles.
Não tenho filhos, mas vivo num entanto a situação retratada em cima e posso desde de já garantir que não é nada fácil geri-la.
Por um lado porque nunca sei até que ponto cruzo uma linha que não devo e que irá baralhar mais a mente da criança, por outro porque certas coisas não tolero e tenho de assumir um papel que muito provavelmente não me pertence.
Sendo uma pessoa bastante fria quando analiso as situações, faça eu parte delas ou não, não posso deixar de verificar que muitas vezes essas mesmas situações são usadas pelas crianças como uma espécie de chantagem dissimulada, que instiga sentimentos de culpa nos adultos responsáveis e que se julgam donos e senhores da situação.
Para mim uma criança não é nem nunca foi sinónimo de burrice onde a facilidade de ilusão é algo garantido, sempre as tratei como seres pensantes, extremamente inteligentes e com uma enorme capacidade de manipulação.
São crianças!! Provavelmente é o primeiro pensamento que vos irá saltar a cabeça... e a isso eu contra-argumento com a frase: "E então?". Lá por serem pequeninas e fofinhas e dependentes, passam a ser burras? A minha avó tinha uma frase que ainda hoje me bate na cabeça... "uma criança coloca um adulto na prisão!" e a verdade é mesmo essa... na sua inocência inquestionável muitas vezes são pequenos terrores.
Por isso e observando o que me rodeia não posso deixar de questionar o que estaremos com o nosso comportamento a criar para o futuro.
E atenção, com isto não estou a querer dizer que um casamento deva ser mantido apenas pelas crianças, já que aí ainda será pior a emenda que o soneto, mas não estará na altura de assumir as coisas pelo que são?
Uma criança deixa de ter de ser orientada, de manter regras, de dever obediência apenas porque tem os país separados?
Não deverão os pais colocarem as diferenças de lado e aprenderem a coagir como seres humanos pelo bem estar da mesma?
Um exemplo fácil a associar aqui é uma reunião de negócios, quantas vezes nos apeteceu partir as trombas ao tipo que temos a nossa frente e não o fazemos pelo bem da negociação que esta a decorrer? Quantas vezes não assumimos um papel que não gostamos para o bem da nossa empresa e do nosso ordenado?
Se o fazemos nesse caso porque não o fazemos para o bem estar do ser que colocamos no mundo e não nos pediu para o fazermos?
E no caso contrário, quantas vezes tivemos de ser duros e intolerantes com situações que nos apetecia deixar passar pelo bem do nosso carcanhol no final do mês? E não o fazemos com quem temos o dever de educar porque?
Por medo que deixem de gostar de nós? De serem influenciados pela outra parte?
A sério???
E depois? Quando estes mesmos infantes assumirem a sua vida adulta e forem espezinhados e trucidados por um mundo que não se coaduna com a sua qualidade de filhos de pais separados? A quem irão eles atribuir a culpa?
I wonder!
Namasté!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

In love

Estou literalmente viciada neste grupo...
Músicas de qualidade e letras bem conseguidas... quanto não dá ter um namorado que entende de música.
Partilho com vocês, espero que gostem