segunda-feira, 4 de abril de 2011

Um medo tão comum

Vou contar-vos um segredo, sou uma apaixonada por Runas, esse oráculo tão pouco compreendido e apreciado.
Adoro a sua história, a textura das suas pedras, a complexidade da sua leitura, o contexto por detrás de cada símbolo… As diferentes interpretações.
Sou uma curiosa por natureza, amo de paixão desafios. O primeiro contacto que tive com elas foi por acaso numa das minhas deambulações pela biblioteca na escola.
Achei interessante o facto de ter lido o livro e não ter conseguido saciar a minha curiosidade, aprofundei o mais que pude… entre livros, internet, pesquisa… e como uma coisa leva a outra criei o meu próprio oráculo que consulto de quando a vez.
 Ao contrário do que se possa pensar um oráculo não dá solução nem resolve problemas, indica caminhos, abre horizontes… destapa o véu de algo que até ao momento poderá parecer difuso ou complexo.
De todas as pedras aquela que me encanta mais é a única pedra branca de todo o complexo alfabeto Viking.
Esta runa rege o alfabeto rúnico, de seu nome Wryd é o conjunto de 3 deusas do destino, a Urd (destino a anciã), Verdani (ser a donzela) e Skuld (necessidade a mãe). Ou seja representa o passado, o presente e o futuro todos interligados entre si.
É a runa do karma, do destino… do que não pode ser alterado… que não pode ser controlado… testa a fé… desencadeia a força muitas vezes ignorada.
A runa mais poderosa do panteón das divindades vikings… a runa do fim do um ciclo do inicio de uma mudança… de uma evolução.
Mudança… o maior medo de maior parte do ser humano… a assustadora porta aberta que não nos diz como reagir ao que se encontra do outro lado…
Confesso que também tenho receio da mudança, de sair da zona de conforto… de me lançar as feras sem saber ao que vou nem ao que venho…
Mas abraço a mudança de queixo erguido e sorriso nos lábios… posso até esconder as lágrimas fingir algo que não é o que sinto a 100%, barafustar com quem não merece. Mas aceito-a! Assumo-a! Enfrento-a.
Ontem saiu-me a pedra mais poderosa do oráculo sem eu sequer o abrir… veio suavemente ter comigo e sussurrou-me aos ouvidos algo que me esforçava para ignorar!
“Chega Guerreira. Fecha o círculo. Avança em frente! Absorveste o que havia a aprender… fizeste o que tinhas para fazer… lutas-te, esforçaste-te… lambe as feridas, respira fundo e avança para uma nova roda… uma nova etapa”
As vezes é preciso apenas um segundo para vermos e aceitarmos o que esta em frente aos nossos olhos já a tanto tempo…
Podemos negar, tentar não ver… até ignorar! Mas na altura certa quando Wryd entra em acção, quando o tempo certo, o dia certo chega, não se faz mais nada. Aceita-se… suspira-se e avançasse.
Verdade que a morte estava anunciada, verdade que sabemos ser o melhor para nós. Verdade que para se conseguir ir em frente e entrar na nova etapa temos de encerrar a antiga… fechar a roda!
Tão mais verdade ainda que fere… que dói! Que arde no fundo do peito que dilacera a alma que nos rouba por instantes o ar… que nos sentimos menos de nada… que deixa de fazer sentido tudo…
Mas mais realidade ainda que como em tudo mudar seja ele para melhor ou para pior é necessário, que temos de dar tempo ao tempo. Fazer o luto, recalcular terreno, contabilizar perdas, absorver ganhos… rir muito e viver!
No fim o destino é algo a que não fugimos… é na forma de o concretizar que podemos fazer diferença.
Namasté!


sábado, 2 de abril de 2011

Invidare

De todos os sentimentos mais depreciativos o que mais me custa a aceitar é a Inveja.
Nunca a entendi… nunca consegui ver motivos para que ela existisse.
A inveja não é uma característica intrínseca do ser humano… é antes uma reacção à sociedade que vivemos… consigo associar muito mais depressa egoísmo a este sentimento que ciúme.
Nunca fui invejosa… nunca desejei tomar nada que fosse de outrem e por isso custa-me imenso aceitar este desvio do comportamento em certas pessoas.
Aliás custa-me tanto conviver com uma pessoa invejosa como com alguém que tem a mania que é alvo de inveja e ninguém dá que ela existe.
São as duas situações desgastantes… levam a um limite que não tenho nem nunca tive paciência de aturar.
Não sou contra tentar melhorar de vida, ou querer algo, conseguir e conquistar o que desejamos… sou contra os métodos de o conseguir quando temos por trás mão dessa senhora de verde que tem a capacidade de toldar a mente e moldar a consciência para que as coisas sejam suficientemente alteradas para que todos os actos praticados sejam justificados.
Quando estava a pensar neste tema, antes de o escrever estive a dar uma vista de olhos as características por trás da inveja e o que li e que me captou mais a atenção foi o seguinte:
“Inveja é um sentimento de aversão ao que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exactamente o que a outra pessoa tem (pode ser tanto coisas materiais como qualidades inerentes ao ser) e de tirar essa mesma coisa da pessoa, fazendo com que ela fique sem. É um sentimento gerado pelo egocentrismo e pela soberba de querer ser maior e melhor que todos, não podendo suportar que outrem seja melhor.
A origem latina da palavra inveja é "invidere" que significa "não ver".” Por Wikipédia.
Uma das coisas que também me chamou a atenção e que não sabia é que esta palavra é a ultima que consta nos Lusíadas de Camões.
O que levou Camões a usa-la como o ultimo toque da sua brilhante obra, não sei… nem tenho sequer pretensão a saber, o que sei é que quando alguém é alvo de inveja tudo a sua volta fica intoxicado e doente como se tivesse contraído uma praga.
Energia é algo que se sente… que sai de nós umas vezes inconscientemente outras de forma propositada… e um sentimento tão forte… tão negro e tão baixo como é a Inveja não pode deixar muita felicidade à sua volta.
Quando desejamos algo que o outro tem e queremos que seja nosso de qualquer maneira e da forma mais fácil e mais vil que é roubando ao seu original proprietário sem nos preocuparmos com quem “atropelamos” pelo caminho, quando passa isto pela cabeça não posso deixar de me interrogar até que ponto quem assim pensa é são mentalmente.
Para mim um invejoso… um ser que se deixa seduzir por esta envolvência verde é alguém cobarde… preguiçoso… inteligente verdade, perspicaz também mas mesmo assim alguém medíocre e baixo, pois para invejar algo ao ponto de o roubar… de o arrancar à força de alguém só pode ser um ser que não tem capacidade nem física, nem mental e muito menos energética de conseguir superar obstáculos que o outro teve de superar para atingir o patamar que atingiu.
Sou alvo de inveja… mentiria se não o dissesse… é tão fácil de o sentir que as vezes tem a capacidade de me deixar tonta e de me roubar o ar à força dos golpes baixos a que sou sujeita… já me tentaram roubar o que tenho… o que conquistei a base de perseverança coragem e força mental e física… tive sorte, em todas essas vezes fui mais forte que eles… não me iludo não sei até que ponto terei força e discernimento para o evitar.
Confesso que não perco o sono a pensar nisso.
Não posso dar-me a esse luxo… nem a eles essa pequena vitória.
Mantenho-me firme, protejo-me como posso recolho-me em quem e no que me dá estabilidade para isso.
Entristece-me ver as pessoas que têm essa capacidade…
No fim a única coisa que posso pedir todas as noites, quando me entrego ao descanso da meditação é coragem e ajuda para não sucumbir nessa rede… ninguém está imune! E pedir com força, com fé… com alma… que esse sentimento se extinga gradualmente.
Não se deixem andar a marcar passo… lutem pelo que querem, mas de cara limpa e de peito aberto… no fim a conquista saberá muito melhor!
E a partilha mais feliz… mais especial e assim evitaríamos fazer como diz Séneca:
 “ Evitamos a inveja se guardarmos as alegrias para nós próprios.”
Namasté!


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Novidades do Sonho (Galerias)

E pronto neste dia 01 de Abril (o dia das mentiras em homenagem ao nosso Ex), estive esta manha a renovar o ar da loja 2 (Galerias) e inspirada no sol que brilha, pensei em dar uma ajuda.
Espero que gostem!
Enjoy!

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