sábado, 3 de setembro de 2011

Paixão Antiga


Sempre fui apaixonada pela Índia e pelas suas danças é sublime a linguagem corporal e o que se diz apenas com os gestos e o olhar.
É de uma sensualidade poderosa e sempre que ouço estas músicas não resisto a recordar tempos antigos e dedicar um pé de dança... Melhor é contestar o facto que ainda não me esqueci do básico =)
Espero que gostem da partilha... ouçam torna-se viciante.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Caixa de memórias


Dou por mim deitada entre as paredes do quarto que tantas noites, me acolheu em tempos passados de memórias longínquas que reservo numa parte especial da minha caixa de recordações.
Existe quem o faça em caixas reais, com fotos, lembranças especiais e muitas vezes mechas de cabelo e dentes de leite… eu nunca assim o fui prefiro guarda-las junto de mim á distancia de um pensamento isolado que muitas vezes me assola num fim de tarde quando dou o dia por terminado e me recolho junto ao mar nem que seja por apenas 5 minutos e isolo o mundo ficando apenas eu.
Aí basta seguir o mesmo processo que tantos seguem quando abrem a sua caixa de lembranças marcantes e especiais… retiram a caixa e vão passando pelos dedos cada um dos seus bens preciosos que desencadeiam sorrisos… raiva e muitas vezes lágrimas silenciosas ou momentos de verdadeira devoção.
Eu faço o mesmo… fecho os olhos e ao abrir a minha caixa de pensamentos deixo-os vagar livres pelo meu ser e envolvo-me neles deixando momentos passados voltarem… palavras novamente voltam a ser ditas…beijos sentidos e abraços quentes que me envolvem e me fazem concluir que somos aquilo que vivemos… e aquilo que aprendemos enquanto o fazemos.
Hoje talvez seja um desses meus momentos onde as lembranças vêm com uma força tal que não as consigo isolar e me manter presente e atenta… constantemente fixa na realidade.
Não lido bem com a perda, mas não a perda de um namorado ou de um bem material, não! Não lido bem com a perda de marcos na minha vida que a sustentam como ela é… humana ou animal saber que estou prestes a sofrer uma deixa-me melindrada e quando assim fico torna-se demasiadamente fácil fugir para o meu mundinho das lembranças e dos momentos que passaram e que não voltam.
Voltar a esta casa, a casa do meu avô materno é sempre um misto dessas sensações… ver que tal como estas paredes se degradam também ele tem vindo a sofrer a passagem do tempo e de uma forma implacável deixa-me sem ar… sem força…
E mesmo guerreira que sou… Mesmo vestindo a armadura que me faz sorrir ou mesmo gargalhar com as situações que ele cria ou conta por vezes tudo se torna esmagador e mais forte do que eu e aí inconscientemente dou por mim observando a cena de longe enquanto penso que foi naquele tanque que tantas vezes pisei as uvas que ele criou com tanto amor ou nesta cozinha que tantas vezes ele me cantou o fado quando vinha mais alegre.
Sei que tenho de aproveitar cada segundo que tenho com ele, mas acho tão injusto que nestes últimos tempos que ele passa nesta terra que se esta a tornar cada dia mais fria e desumana o passe com dores físicas e emocionais.
E se juntarmos a isso tudo o facto de a minha fêmea estar um pouquinho pior porque me cospe os medicamentos mais sensível fico e menos resistente me torno as emoções que me invadem selvaticamente.
Resta-me fazer aquilo que me propus que foi a surpresa de passar o fim-de-semana dos seus anos presente com gargalhadas, mimos e olhares cúmplices mesmo que veja que tantas vezes também ele se deixa invadir pela sua caixinha de memórias quando esta casa estava cheia e os seus filhos e netos lhe tinham respeito e consideração.
Tal avô… tal neta. Temos a mania que somos fortes acabamos sempre por sofrer mais do que aqueles que se lamentam do seu destino todos os dias.
Fecho a caixa por hoje vou deixar a lua que entra pela janela aberta do quarto me fazer companhia e me envolver nos seu brilho…pode ser que tenha uma noite sem sonhos… pode ser!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Confessem que até gostam de me ver virada do avesso

Eu tento. A sério palavra que tento. E tento com muita força e com métodos alternativos que fariam suspirar qualquer Zen que por aí apareça.
Faço terapias de relaxamento… sistemas de respiração controlada…conto de 1000 para trás. Penso no pôr do sol… no brilho das estrelas… até no chilrear dos passarinhos.
Mas não adianta se existe uma coisa que me põe em órbita é a falta de profissionalismo das pessoas… e eu lido com elas inúmeras vezes para o meu gosto.
Aquele diz que faz…diz que resolve e depois passa a “bola” para o outro que se justifica com o mesmo que até 5 minutos atrás nada tinha com o assunto deixa-me a ferver.
Eu nunca fui assim e sinceramente faz-me alergia lidar com isso.
Se por um lado é extremamente difícil trabalhar com fornecedores portugueses (e não me falem que com a put@ da crise é preciso apoiar o que é nacional porque eu estou a um ponto de estoirar) por outro é agoniante trabalhar com os espanhóis e os italianos.
Vamos todos por 5 minutos deixar de lado o fado do desgraçadinho que luta todos os dias para ter o ordenado e vamos por a mão na consciência sim?
5 Minutos a pensar como adultos responsáveis que deveríamos ser e depois voltamos aquela típica forma de ver a vida de alguns que é “quem não chora não mama”.
O que eu vejo hoje em dia com as diferentes situações em que lido é que se desaprendeu de trabalhar e de se saber lidar com as vicissitudes da vida, o mundo e não apenas Portugal ou a Europa viveu estes últimos anos acima das suas reais possibilidades, fazendo como as más empregadas domésticas que varrem o lixo para debaixo do tapete.
As facilidades, os empréstimos, cartões de crédito, pagamentos em prestações foram-se sucedendo, iludindo os tolos e lubridiando os parvos que se começaram a achar que tinham o que ter o que o vizinho tinha mesmo que ganhassem metade do que ele ganhava… mas que nenhuma importância tinha pois existia o direito de se ter como se fosse uma coisa assumida de princípio e não tivesse de ser conquistada.
O que originou esta mentalidade de cocó? Que a vida é mais fácil do que na realidade é, e que a temos ganha á partida sem antes mostrarmos o que valemos.
A realidade? Que estava mais que visto que iríamos pagar caro a factura inevitavelmente.
Estamos em tempos difíceis estamos… que muitas vezes me sinto sufocada a pensar que não compensa ser honesta e lutar pelo que se quer… sem dúvida! Que ninguém enriquece com o trabalho… (e agora dei por mim a rir sem contar) já o sabia a tão tempo que até dói. Mas sou teimosa e não desisto, o sonho é algo que por mais difícil que seja vale sempre apena lutar por ele e seguir a estrada em frente por mais buracos ou obstáculos que se encontrem.
Por isso não admito (sim a palavra é mesmo essa) que me façam de parva ou que gozem com o meu trabalho e a verdade é que em todas as mudanças de colecções tenho de levar com paneleiros espanhóis a achar que descobriram as Américas e podem enganar os saloios portugueses. News Flash? As Américas foram descobertas por portugueses e eu tenho tanto de saloia como os espanhóis têm de letrados e entendidos… ou seja? NADA!
Confesso que devem gostar de me ouvir barafustar ao telefone enquanto deito literalmente fumo pelos olhos e lhes explico pormenorizadamente com quantos paus se fazem uma canoa e lhes ilustre que um deles está a pontos de lhes ser enfiado pelo cú acima!
Comigo as coisas são simples e claras, uma falha todos temos e é natural… aliás nos tempos que correm naturalíssimas. Fábricas fecham infelizmente dia sim, dia sim. Entregas de material atrasam-se e consequentemente também a sua produção e respectiva entrega. Então assumam por amor da Santa! Ligam e dizem, olhe por esta situação assim-a-assim não entregamos a encomenda na semana x, entregamos na y. Estas coisas sabem-se com antecedência e a pessoa fica a contar ou não?
Agora porem-me a espera á mais de uma semana por uma encomenda que só vai chegar amanha e que vai atrasar-me a vida é cutucar um urso a curta distancia despido e coberto de mel.
Resultado?
Aproveitei a onda e ainda liguei a Optimus que de competente tem tanto como o Sócrates de bom governante e juntei um ao outro naquilo que deverá ter sido a maior “piçada” dos últimos tempos.
E quando acabei de falar para além de ter uma voz sexy estilo Merche Romero ainda deixei muita marca de cosmética a beira de um ataque de nervos e inveja por não saber que tipo de rouche estava a usar…
Estão a ver? Daquele natural que acompanha o tom brilhante e assassino no olhar onde a única coisa que nos safa é não ter os pescoço desta genteca incompetente á beirinha dos dedos.
Haja pachorra que a minha está por um fio palavra que está!
1000…999…998 (vamos ver se isto ajuda)
Namasté