quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

1ª patetice do ano

Há mesmo por aí tantos estraga prazeres...
Não podia alinhar na brincadeira não?

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Falemos então de pensamentos e energia positiva

Não é antes de mais, uma daquelas conversas de New Age, nem tenho paciência para isso.
Cada um é como cada qual e segue-se as nossas convicções sem termos de levar com teoria da treta de ninguém.
Penso no entanto que quando sentimos afinidade com algo devemos antes de mais informarmo-nos sobre o assunto… em livros, no silêncio do nosso interior. E saber peneirar muito bem o que nos dizem os outros.
Lembrei-me de falar sobre este assunto, porque um dia alguém me perguntou como raio se distribuiu energia positiva…pensamentos positivos (poderia ser um anuncio da Galp mas não é).
É difícil falar… ou divagar quando nos referimos á lei do retorno, ou como eu gosto de chamar o efeito boomerang mas a verdade é que nos somos o que damos e eu já levei muitas vezes com ele na tola por não me preocupar com as consequências de certos actos.
Não é fácil quando se nasce já com certos conhecimentos que não sendo adquiridos por um qualquer Dr. ou Guro da treta, são considerados ilusões de menina, ou pior ainda efeitos do Diabo.
Mais ainda quando a nossa precoce infância é passada com uma avó que se pela de medo disso ou com um avô que lida com isso com a mesma naturalidade com que leva o pão a boca.
As coisas confundem-se na cabeça de qualquer criança mas certas coisas são hereditárias, mesmo quando entre elas todas se podem aprender e por mais que se fuja elas acabam sempre por nos morder no rabo.
Façam uma experiencia… esfreguem uma mão na outra e depois coloquem-nas sobrepostas sem tocar palma com palma vejam se sentem alguma coisa… da mesma forma sorriam quando se dirigirem a alguém mesmo a mais carrancuda das pessoas e vejam se não o recebem de volta, mesmo que seja apenas um ligeiro trejeito. Essa é uma das mais fáceis provas da transmissão de energia positiva… da famosa lei de retorno.
E eu sei que é difícil, eu sou aliás das que sente maior dificuldade em ter paciência para ignorância pura… má educação ou falta de um bom orgasmo (porque sem querer ser mazinha faz falta a muita gente) mas na verdade quem acaba por ficar intoxicada, triste ou deprimida com o negro que anda o mundo somos nós.
Verdade que a mudança deste estado de espírito não vem com um piscar de olhos mas com o hábito e é ou não verdade que o ser humano é um bichinho de hábitos?
Começa-se do inicio… devagarinho para não estranharmos mas para entranharmos… de manhã quando nos preparamos em vez de darmos apenas um rápido vislumbre ao nosso reflexo paramos para nos olharmos e deixamos que o olhar que nos retorna da face espelhada que nos observa se suavize… começamos por nos amarmos a nós mesmos…por aprendermos que quem se encontra do outro lado do espelho tem defeitos e falhas… que erra… e aceitarmos que na maior parte das vezes as coisas não se concretizam mas não por culpa da humanidade…por nossa culpa e aceitar isso.
Depois é fácil, é só transpor isso para quem nos rodeia sem imposição e mais importante ainda? Sem esperar nada em troca por inevitavelmente ela vem e o engraçado? Vem de onde menos se espera…
E quando isso acontece… tudo se resumo a isto:
Namasté

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O primeiro deste que será... especial!


E pronto cá venho eu dar abertura a um novo ano… novo texto.
Mantém-se algumas ideias, refinam-se manias…prometem-se resoluções que raramente se cumprem.
Muitas porque são irreais, outras porque foram feitas porque é suposto que assim seja… algumas por preguiça.
Eu este ano não fiz na meia-noite resoluções para o novo ano… fiz pedidos. Ou melhor repeti aqueles que já cá tinha deixado. Sinto que para ser realmente feliz são eles aquilo que necessito. Nunca fui de bens materiais.
O mundo está doente, deseja-se e luta-se pelas coisas erradas, desistem-se das certas porque dá muito trabalho ir atrás do que realmente desejamos. A verdade é que me cansei de lutar contra os moinhos de vento.
E ontem quando me fui deitar depois de ter estado a ver o filme Invictus fiquei com um poema na cabeça que me fez despertar as 3 da matina e ficar a remoer no aconchego amante da madrugada.
O poema era este de William Ernest Henley :
“De dentro da noite que me cobre,
Preta como a cova, de ponta a ponta,
Eu agradeço a quaisquer deuses que sejam,
Pela minha alma inconquistável.
Na cruel garra da situação,
Não estremeci, nem gritei em voz alta.
Sob a pancada do acaso,
Minha cabeça está ensanguentada, mas não curvada.
Além deste lugar de ira e lágrimas
Avulta-se apenas o Horror das sombras.
E apesar da ameaça dos anos,
Encontra-me, e me encontrará destemido.
Não importa quão estreito o portal,
Quão carregada de punições a lista,
Sou o mestre do meu destino:
Sou o capitão da minha alma.”
E nas horas sombrias do fim da noite e inicio do dia ele fez todo o sentido, pelo menos para mim. Resignamo-nos ao destino, influenciamo-nos pelas más energias de quem nos rodeia… fazemos coisas porque nos fazem… não fazemos se não o fizerem.
E deitada na sala, a ouvir a chuva cair fiz talvez aquela que será a minha mais realista resolução… sem a imposição da hora ou o stress de ter de engolir uma passa por badalada na meia-noite. Sem promessas incumpridas ou obrigatoriedades.
Apenas sussurrei para mim e para aqueles que invisivelmente me acompanham, vou atrair para mim apenas aquilo que me faz bem. Ver o que de bom posso tirar e não o que de mau me querem dar. E sorrir muito… com alma e com vontade mesmo para aqueles que eu sinto que por mania, com ou sem motivo pouco bem me querem e muito me invejam porque pouco sabem da minha vida…
Nas sombrias horas da madrugada do segundo dia deste ano novo… desta página em branco a espera de ser escrita tomei a decisão de apenas colocar a tinta aquilo que me fizer ser melhor como mulher.
Será irreal… uma luta inglória? As ilusões de uma louca idealista?
A vida já me fez ver que mesmo na derrota tiramos valiosas lições que nos ajudam a ser como somos.
Mente sã… corpo são… alma limpa. Comecei hoje…
Sorri quando sai de casa… quando fui ao café… quando atendi a mais chata das clientes.
Sorri enquanto regressava… quando iniciei o treino novo… quando senti as pernas a arder na passadeira e os pulmões a deixarem sabor a chumbo na boca.
Sorri quando olhei o telemóvel e vi uma mensagem de alguém que não desejava e respondi com o mesmo sorriso no rosto.
Quero para mim filtrar o melhor que me possa trazer o ano… se vou sair do trilho muito provavelmente, se vou voltar a ele? De certeza.
O ano vai ser difícil, já temos os discursos apocalípticos daqueles que nos deviam dar coragem… já se sente no ar a satisfação venenosa daqueles que nos deviam elucidar…
Que seja… quero no entanto para mim o melhor que ele me puder trazer e ele não o vai fazer sem a minha ajuda.
Quero porque mereço e não como capricho qualquer de uma menina mimada… quero porque na madrugada em que me entreguei á noite me fizeram sentir nos ossos que o vou ter!
Começo a escrever o novo ano…
Namasté!